Qualidade da marca e potência do CCA são fundamentais para que veículos entreguem realmente o que prometem

Nem todo fã de motociclismo é realmente conhecedor da máquina que tem na garagem. Motor, lataria, escapamento, consumo de combustível de fato são itens importantes que precisam ser observados na hora de comprar uma motocicleta. Embora não esteja tão explícita no design, a bateria é uma das peças-chave para alcançar a potência e, como destaca o piloto de testes, Leandro Mello, perceber se a moto “entrega o que promete”.

“E como saber se a bateria está entregando o que promete? A primeira coisa é a marca, que determina a qualidade dos componentes e a duração da reserva de capacidade. E quanto mais velha ela fica, mais perde essa reserva, e com ela, o CCA”, diz.

O CCA é uma sigla em inglês que significa amperes de arranque a frio. Isso significa que ele mede a capacidade da bateria em dar a partida em qualquer temperatura. Quanto mais frio estiver, mais energia é necessária para ligar o motor. Só para se ter ideia: o teste que regulamenta o CCA é feito com a bateria totalmente carregada e resfriada por 24h em até 18°C negativos. Uma bateria com esse indicador baixo poderá comprometer a vida útil da bateria, além de sobrecarregar o bendix (impulsor) do motor de partida.

O CCA também é um dos principais motivos de venda. Motos com motores mais pesados, como as Harleys, por exemplo, precisam de uma bateria com o CCA elevado para conseguir dar a partida. Isso também vale para motos esportivas e big trails, que possuem diversas tecnologias e componentes eletrônicos. Gustavo Tedesco Crespo, da Tedesco Motors, revende a marca há oito anos. Para ele, a Motobatt é a bateria com o melhor custo-benefício do mercado. “Os clientes definem [a bateria] como melhor do mercado com preço justo”, compartilha.

Não é exagero dizer, portanto, que o CCA é o coração da moto. Desde 2013, as baterias começaram a ser comercializadas com selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), ou seja, diversas marcas foram colocadas em testes e catalogadas com normas. Nem todas passam pelos testes, sendo assim, diversas marcas estão presentes neste mercado, mas apenas algumas realmente oferecem potência e qualidade. Um bom exemplo é a Motobatt, que é a bateria oficial da equipe Red Bull Ajo KTM na MotoGP e, comprovadamente, a dona do maior CCA do Brasil. A marca é conhecida em mais de 90 países.

Daniel Holgado, Moto3, Indonesian MotoGP, 19 March 2022

Modelos

A Motobatt tem duas linhas disponíveis no mercado nacional. A AGM (Absorbed Glass Mat), de alta cilindrada, embora tenha preço um pouco maior que as baterias nacionais, tem durabilidade alta, podendo chegar a 1.200 ciclos. As baterias AGM são as mais indicadas para motos potentes. Elas possuem uma camada de lã de vidro absorvente (esponja) entre a placa de chumbo, o que garante que as placas possam estar próximas umas das outras enquanto o movimento ácido entre elas é controlado. São menos propensas a falhas, pois são resistentes ao calor e às vibrações. Por serem seladas, são livres de manutenção, nunca precisam de adição de eletrólito e não vazam, mesmo que o estojo seja perfurado, porque o eletrólito é absorvido. As baterias AGM da Motobatt, única bateria no mundo com 4 polos, trazem esta alta eficiência e apresentam excelente vida útil.

Já as baterias GEL Motobatt possuem uma solução em forma de gel eletrolítico importada da Alemanha que, em contato direto com as placas em chumbo virgem, diminui a perda de líquidos, conduz o calor de modo mais eficiente e garante maior durabilidade. A tecnologia é recomendada para motocicletas de uso diário e menor cilindrada, em que a utilização das baterias é cíclica.

Motos custom

Celio Dobrucki, conhecido em todo o Brasil pelo renomado trabalho com as motos custom (personalizadas), na grande maioria motocicletas Harley-Davidson, trabalha com a marca há anos e explica que as motos mais robustas – como a Harley-Davidson – exigem baterias mais potentes porque, além do motor com potência elevada, possuem diversos recursos eletrônicos, como partida elétrica, sistema elaborado de iluminação, ignição eletrônica, injeção de combustível e um bom número de acessórios.

“Uma moto como a Harley por si só exige maior potência da bateria, por ser de alta cilindrada. Contudo, os chamados harleyros são apaixonados por suas motocicletas e, para boa parte deles, a customização é essencial para um estilo de vida personalizado. A bateria, portanto, além de dar a partida no motor, alimenta todos os demais acessórios neste caso”, diz Dobrucki. “Quanto mais pesada é a moto, mais ela vai precisar do CCA!”, completa o piloto Leandro Mello.

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