A bordo de uma KTM 390 Duke, nos aventuramos por um percurso com “curvas para mais de metro” que passa por cidades como Amparo, Morungaba e Jundiaí

TEXTO E FOTOS: TRINITY RONZELLA

Quando chega o final de semana, surge aquela dúvida: para onde ir? São tantas as possibilidades que é difícil escolher. Uma ótima opção é a região do Circuito das Águas, até porque, é possível mudar vários trechos do roteiro e adaptá-lo às suas preferências. O objetivo desse passeio é andar de moto! O trajeto passa por várias cidades, das quais destaco lugares que podem ser conhecidos rapidamente, antes que você volte à estrada e continue o passeio. Para esta saga, utilizamos a incrível KTM 390 Duke, uma Naked que me impressionou muito quando fiz o teste (não via a hora de poder utilizá-la em uma matéria de turismo, aproveitando-a por mais quilômetros!). O tempo não estava muito bom – céu nublado e garoa –, mas quem gosta de andar de moto sabe que não é qualquer chuvinha que nos prende em casa!

NA ESTRADA

Com a roupa de chuva separada, a moto abastecida, a câmera fotográfica na mochila e o roteiro na cabeça, siga pela Marginal Pinheiros, em São Paulo, antes de enveredar pela Rodovia dos Bandeirantes e seguir em frente. Depois de Jundiaí (SP), o próximo destino é Itatiba (SP). Se você deixou para tomar café na estrada, uma ótima pedida é o Frutas Rondon, na SP-360. Seguindo pela mesma via, você encontrará um pedágio (onde moto paga). Já deixe o dinheiro em algum lugar de fácil acesso. Seguindo o roteiro, você passará por Itatiba e seguirá para Morungaba (SP). Para isso, passe por baixo da Rodovia D. Pedro, faça o retorno e siga no sentido de Campinas. Poucos metros à frente, fica a saída para Morungaba. Esse trecho é muito procurado pelos motociclistas nos fins de semana, devido à grande quantidade de curvas e paisagens. Portanto, vá com calma e aproveite!

Em Morungaba, a estrada passa pelo centro da cidade e segue para Amparo (SP). Curvas e mais curvas – motivo pelo qual escolhemos a Duke 390. Apesar do “chove/para” constante, a ciclística e o motor da motocicleta mantém você no modo “curtição”, mesmo encarando uma chuvinha. Em Amparo (SP), vale a pena desviar da via expressa e dar uma passada pelo centro da cidade para ver as construções históricas e bem conservadas da região – coisa rápida, que vale algumas fotos antes de retornar à estrada e seguir no sentido de Serra Negra (SP), destino muito conhecido dos motociclistas.

VEM CURVA POR AÍ!

Chegando a Serra Negra, sua orientação serão as placas para Lindóia (SP). Você passará pelo centro “nervoso” da cidade e entrará na Rodovia Geraldo Mantovani, para, em 700m, ver a placa indicativa para o Cristo Redentor. Com cuidado, entre à esquerda e saia na primeira rua à direita (de paralelepípedo) e siga direto. Esse local também é “jogo rápido” para dar uma olhada no visual, tirar umas fotos e, se quiser, dar um passeio de teleférico. Voltando à estrada, siga à esquerda. O destino? Lindóia! Nesse trecho, saia do lugar comum e, no Km 152, na rotatória, saia à direita, onde indica a placa Museu do Café. Esse é o Vale do Ouro Verde, região onde predomina o cultivo do café. Uma estrada de pista simples, com curvas e um visual incrível, que incentiva a rodar devagar e aproveitar a paisagem (serão 15 km de curtição!).

FECHANDO A CONTA

Chegando à rodovia que liga Lindóia à Socorro (SP), siga à esquerda para Lindóia, onde há uma boa opção de almoço: o Restaurante Zamboin, tradicional e muito conhecido, que tem como especialidade a comida mineira e uma leitoa imperdível. Seguindo em frente pela SP-147, o destino é a cidade de Itapira (SP), com mais curvas pela frente! Como o objetivo desse roteiro era passear de moto, na chegada à Itapira, siga as placas para Amparo (SP), já iniciando o roteiro de volta pela SP-352. Com mais 15 km por essa estrada, faça o retorno e entre à direita, seguindo a indicação para Serra Negra. Serão mais 14 km de curvas e paisagens, até entrar na cidade e subir a serra para Amparo, Morungaba, Itatiba, Jundiaí e São Paulo. A quilometragem total deste passeio não chega a 400 km, mas é uma curtição total!

A MOTO

A KTM 390 Duke “veste” esse roteiro. Denominada “Foguete das Curvas”, é impossível não tirar o chapéu para essa moto. Ela fez uma média de 29 km/l, pegou pista molhada e seca, enfrentou trechos urbanos e, em todas as situações, não diminuiu o prazer da pilotagem. Sensacional!

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