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Grupo Juntos pelo Amazonas, formado por 15 empresas, apoiará o programa Unidos Contra a Covid-19 da Fiocruz para levar usina de produção de oxigênio com capacidade de atender até 92 leitos simultaneamente

Diante da grave crise sanitária enfrentada pelo Amazonas em função da piora da pandemia do novo coronavírus, 15 grandes empresas e entidades do país se reuniram para realizar uma ação solidária com o objetivo de apoiar a região. O grupo fará uma doação para o programa Unidos Contra a Covid-19 (unidos.fiocruz.br) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no valor de R$ 1,6 milhão, referente a uma usina de produção de oxigênio, que deverá dar suporte aos hospitais públicos da região. Até este momento, a Fundação doou 5 dessas usinas, com o apoio da iniciativa privada.

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Empresas do Polo Industrial de Manaus se juntam para minimizar os impactos da pandemia na área da saúde de Manaus (AM)

O grupo, intitulado Juntos pelo Amazonas, conta com a participação da Ambev, BNP Paribas, BRF, Coca-Cola Brasil, Grupo +Unidos, Magalu, Mercado Livre, Nestlé Brasil, Petrobras, Sesc, SulAmérica, WEG, Whirlpool, XP Inc. e Yamaha.

A ação destas empresas conta com o apoio institucional da Eletros – Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos –, que auxiliou na criação do grupo.

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Funcionário trabalha na unidade fabril da Yamaha, em Manaus (AM)

O compromisso das empresas no Juntos pelo Amazonas será com a doação dos recursos para as máquinas e acessórios da nova usina, que possui uma das mais avançadas tecnologias aplicadas a este tipo de equipamento e tem capacidade para atender uma unidade hospitalar em 12 leitos de terapia intensiva e 80 leitos de internação e pronto atendimento simultaneamente.

Capital mundial da Covid-19

Chamada de “Capital Mundial da Pandemia” pela rede britânica BBC, Manaus (AM) passa pela pior crise sanitária desde o início da pandemia. A situação é tão crítica que nos últimos dias viralizou a informação que os hospitais locais estavam ficando sem oxigênio e que muitos pacientes precisavam ser ventilados manualmente (ambuzados, no termo médico) por médicos e enfermeiros.

Para tentar amenizar a situação, o governo venezuelano enviou no início desta semana um carregamento de 130 mil litros do gás à Manaus, além de uma brigada composta por 107 médicos.

Esta falta de oxigênio também levou várias empresas da Zona Franca de Manaus a doarem seus estoques de oxigênio para os hospitais locais, informação confirmada pela Abraciclo, entidade que reúne a indústria de duas rodas no país. Segundo publicou o site “O Anhanguera“, empresas como a LG e a Honda, chegaram a parar sua produção com a adoção da medida solidária, mas segundo a Abraciclo, não houve nenhuma paralisação do setor de duas rodas.

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Segundo a Abraciclo, não houve paralisações nas fábricas de motos, mas algumas já programaram paralisações.

“A maioria das fabricantes de motocicletas opera normalmente num único turno de trabalho, outras duas (fabricantes) operam parcialmente, sendo que todas cumprem o horário estabelecido pelo decreto (do governo de Manaus, que estabeleceu toque de recolher das 19h às 6h, válido desde o dia 15 de janeiro e que deve durar dez dias)”. A nota ainda acrescenta que algumas empresas, entretanto, já programaram paralisações temporárias (sem citar nomes) e que 150 máscaras do tipo VNI (ventilação não-invasiva) também foram doadas à área da saúde de Manaus.

Leia abaixo, a íntegra da nota enviada pela assessoria de imprensa da entidade.

POSICIONAMENTO DA ABRACICLO

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – ABRACICLO, informa que suas associadas estão adequando suas atividades para atender ao toque de recolher decretado pelo governo estadual do Amazonas, que passou a valer no dia 15 de janeiro e previsto para durar, pelo menos, 10 dias.

A maioria das fabricantes de motocicletas opera normalmente num único turno de trabalho, outras duas operam parcialmente sendo que todas cumprem o horário estabelecido pelo decreto. Algumas associadas programaram paralisações temporárias de suas unidades fabris. Neste caso, o período vai de 18 de janeiro a 3 de fevereiro, com variações de período entre as empresas.

Já as fabricantes de bicicletas trabalham em único turno, com horário reduzido.

A entidade ressalta que acompanha atentamente a situação e que a suas associadas continuam adotando todas as medidas sanitárias recomendadas pelos órgãos de saúde em suas fábricas, tendo como prioridade a saúde e segurança dos seus colaboradores, ainda que o volume da produção seja impactado.

A Abraciclo e suas associadas também estão promovendo ações e realizando doações para auxiliar na força-tarefa contra a pandemia da Covid-19. Na semana passada, foram disponibilizados pelas empresas cilindros de oxigênio que eram utilizados em áreas de solda e corte de materiais para dar suporte às necessidades das unidades hospitalares da região. Além disso, a Associação, em parceria com a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), doou 150 unidades de máscaras do tipo VNI (ventilação não invasiva) para a área da saúde.

Vale destacar ainda que a Abraciclo, junto com o Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) e Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), reativou o programa de Ação Social Integrada do Polo Industrial de Manaus para ajudar famílias que foram duramente atingidas pela pandemia do coronavírus.

Em 2020, mais de 100 toneladas de alimentos e 100 mil máscaras cirúrgicas foram disponibilizadas pelo programa para hospitais e entidades amazonenses ligadas à saúde.

SP-20/01/2021