On The Road – Alasca – A última fronteira

Alasca

Brasileiros percorrem as paisagens geladas do Alasca, no extremo norte dos Estados Unidos, a bordo de motos Kawasaki KLR 650

Texto e fotos: Deonir Bartnik e Edson Mesadri

O lugar mais distante do Brasil acessível de moto na América, ao norte, é o Alasca, nos Estados Unidos: um território inóspito e com características e paisagens exóticas. Em busca disso, eu, Deonir Bartnik, depois de percorrer todos os países da América do Sul, planejei chegar ao Oceano Ártico rodando de moto! Estar no final da Ruta Panamericana, em Deadhorse, era o grande objetivo. Para me acompanhar convidei o motociclista Edson Mesadri, que topou o desafio de conhecer o extremo norte da América.

PREPARAÇÃO

Percorrer a distância de 21.000 km do Brasil até Prudhoe Bay, em Deadhorse, não é tarefa simples. Se considerarmos ida e volta, não seria possível fazer em menos de 100 dias! Somente para a ida, seriam necessários pelo menos 50 dias, e isso sem aproveitar praticamente nada. Teríamos que passar por lugares que mereceriam uma visita, mesmo que rápida, sem sequer poder parar, simplesmente riscando o mapa. Dado que dispomos de 30 dias de férias por ano, essa viagem não seria possível se não a fracionássemos.

Os entraves burocráticos de deixar uma moto estrangeira em um país por mais de 90 dias são grandes. E a solução encontrada foi dividir a viagem em duas partes e comprar uma moto americana. A primeira parte, de Los Angeles até Deadhorse, retornando a Los Angeles, e a segunda parte, de Los Angeles até o Brasil. Assim, poderíamos deixar a moto nos EUA por um ano e, nas férias seguintes, terminar o percurso.

Escolhemos o nome de Expedição Extremo Norte, pois pretendíamos explorar os lugares visitados e o objetivo maior era chegar ao ponto mais extremo norte da América possível de ser alcançado em uma motocicleta. Confeccionamos os adesivos que deixamos em muitos dos lugares que conhecemos na viagem. Se um dia fizer essa viagem, você poderá encontrá-los nos mais diversos lugares, assim como vimos adesivos de diversos amigos que já haviam ido ao Alasca.

APOIO

Com a ajuda de Cassiano Quadros, um brasileiro que vive na Califórnia (EUA), e em parceria com os caxienses Francisco Ribeiro e Sergio Fruet, adquirimos duas Kawasaki KLR 650 usadas (anos 2012 e 2009). Graças ao Cassiano, pudemos revisar e deixar as motos prontas antes mesmo de pisar em solo estrangeiro. Como cada estado americano possui uma legislação sobre aquisição de veículos, escolhemos a Califórnia por ser mais simples, pois o comprador não precisa estar presente e tampouco residir no país. Um despachante pode providenciar a parte burocrática.

DOCUMENTAÇÃO PESSOAL E FINANÇAS

Brasileiros precisam de visto de turismo para entrar nos EUA e no Canadá. O Edson solicitou por uma agência de turismo. Eu viajei com passaporte italiano e não precisei fazer os vistos. Para percorrer o roteiro, estabelecemos um custo diário. Utilizamos como valor base 130 dólares por dia. Foi possível fazer o percurso dentro do valor estipulado, sempre cuidando dos possíveis excessos e, quando necessário, poderíamos ajustar o custo com acampamentos, já que levamos o equipamento necessário de camping. Acabamos acampando somente três noites, um pouco pela dificuldade relacionada às temperaturas e também pela manutenção dos gastos dentro do valor orçado.

Esse valor diário não inclui a manutenção das motos feita antes do início da viagem e tampouco as passagens aéreas para o deslocamento do Brasil aos EUA e o retorno ao Brasil. Quanto aos custos, em geral acabaram ficando muito elevados para nós, brasileiros, em virtude da elevação do real nos meses anteriores à viagem, mas dentro do custo em dólares estipulado.

LUGARES IMPERDÍVEIS

Fizemos o deslocamento de Porto Alegre (RS) até Los Angeles de avião e, de Los Angeles, partimos de moto até o Alasca. Na primeira parte, percorremos 16.800 km, cruzando dez estados norte-americanos e alguns estados do oeste canadense. Sofremos com as temperaturas superiores a 40ºC de Nevada e amargamos as temperaturas negativas do Alasca, mas descobrimos paisagens fantásticas e vivemos uma grande aventura!

Poderíamos contar muitas histórias, mas neste relato optamos por tentar mostrar um pouquinho de tudo que pode ser descoberto numa viagem como essa. Assim, como visitamos muitos lugares bacanas, selecionamos os mais interessantes ou curiosos para descrever:

Hollywood – Você já deve ter visto em algum filme o letreiro no alto de uma colina, que identifica o bairro mais famoso de Los Angeles. Aproveitamos a passagem pela cidade para conferir de perto um dos letreiros mais famosos do mundo! Não há nada de mais lá, mas tirar uma foto, bem próximo ao letreiro, é um belo troféu para qualquer viajante.

Sequoia National Park – Nas colinas de uma paisagem singular, árvores enormes rasgam o céu e percorrem o caminho em direção às nuvens. Soa como o conto de fadas “João e o pé de feijão”, mas é uma excelente descrição para esse incrível parque florestal na Califórnia. O bosque, com árvores gigantes de mais de 100 metros de altura, é a principal atração do lugar, e percorrer as estradinhas sinuosas que cortam a colina é surpreender-se com cada uma das milhares de sequoias.

Gum Wall – Fica em Seattle, EUA, próximo ao Pike Place Market. É um beco que se tornou uma atração turística por um fato inusitado: uma parede coberta de chicletes mascados! A parede faz parte da estrutura externa do Market Theater e a “tradição” começou em 1993, dizem que iniciada por pessoas que aguardavam em filas para comprar ingressos para o teatro. Apareceram os primeiros chicletes grudados e logo se tornou uma febre! Alguns acham nojento e afirmam que ali pode estar uma das maiores concentrações mundiais de germes em uma só parede. O certo é que virou uma atração e fomos conferir de perto! O cheiro de chiclete é muito bom, mas o aspecto é um pouco nojento!

Stewart – Essa pequena cidade, hoje praticamente uma vila abandonada, já foi morada de mais de 10.000 pessoas antes da Primeira Guerra Mundial. Sua população foi se reduzindo com a mecanização da exploração do cobre e do ouro. Esse lugar foi cenário de diversas cenas do filme Eight Below (Resgate Abaixo de Zero, nome no Brasil) estrelado por Paul Walker e Jason Biggs. Nosso objetivo ali era cruzar pela primeira vez a fronteira canadense rumo ao Alasca.

Hyder – Ao lado de Stewart, nessa não menos pitoresca e abandonada cidade, também é muito comum ver ursos pretos andando pelas estradas e trilhas. No Rio do Peixe (Fish Creek), há um lugar onde os ursos aproveitam a migração dos salmões para comê-los, proporcionado um espetáculo que pode ser observado de perto. Infelizmente no dia em que passamos não vimos nenhum urso ali. Em compensação, contamos quase uma dezena deles na estrada. Não é fácil fotografá-los por serem muito rápidos, sem contar o perigo de ataque. Seguimos pela estrada sinuosa, mas o tempo fechado e a neblina nos impediram de ver o principal ponto de observação do Salmon Glacier, porém conseguimos vê-lo no ponto conhecido como “dedo do pé”. A estada para chegar a esse lugar vale o esforço despendido nos 30 quilômetros de off-road. Há diversos pontos onde se pode chegar perto de formações de gelo, isso, porém acaba cobrando seu preço: o lugar é um freezer de tão gelado!

Alaska Border Sign – A famosa placa retangular na qual se pode ler “Welcome to Alaska” é o lugar em que há a demarcação da fronteira entre Yukon, no Canadá, com o Alasca, nos EUA. Chegar a ela é um sonho para muitos motociclistas. Estar em frente a ela é algo quase inexplicável. Apesar de enfrentar todo o tipo de desafio, parece que ao chegar aqui tudo volta ao zero e as dificuldades enfrentadas são recompensadas. Mas esse não é o final da linha para quem quer conhecer o Alaska, muito pelo contrário, é o portão de entrada. É a partir daqui que a aventura começa a ficar interessante.

Firebanks – Uma das maiores cidades do Alaska, apesar de não ser nenhuma grande metrópole. Por sua posição geográfica centralizada, foi utilizada para construção de uma das maiores bases militares dos EUA. Logo ao chegar, passamos pela base aérea e tivemos uma noção da grandeza do poderio militar ali instalado! É proibido parar, filmar e fotografar. Em poucos minutos pudemos visualizar diversos aviões militares decolando, numa intensa movimentação de armamentos militares. Nosso destino era o norte e seguimos rumo a Fox para iniciar o deslocamento para Deadhorse sem explorar muito a cidade, pois teríamos mais chance de fazê-lo na volta.

Dalton Highway – É uma estrada de 660 km no coração gelado do Alasca, entre as cidades de Livengood e Deadhorse. A grande maioria do percurso é de estrada de terra e a baixa temperatura, aliada ao isolamento do lugar, a torna um dos maiores desafios a ser superado pelo viajante. A paisagem é deslumbrante e, dependendo da época do ano, você ainda pode ver tudo coberto de gelo. Entre Firebanks e Deadhorse (800 km) não há muitas opções para abastecimento ou para pernoite, o que também contribui para torná-la especial. Os trechos de estrada de chão rendem uma pilotagem off-road na qual o viajante tem que colocar em prática todo seu conhecimento. Não são raras as histórias de pessoas que sofrem quedas devido às condições de pilotagem. Para nós, foi uma grande diversão, apesar de alguns sustos, principalmente em trechos com terra fofa devido às obras que estavam sendo realizadas. O visual é impressionante e a vegetação vai dos intermináveis pinheiros na primeira parte, até uma espécie de pasto amarelinho (tundra) mais perto do Oceano Ártico.

BELEZA INFINITA

Seguindo viagem, a cada novo trecho surgiam lugares incríveis e assim a lista continuou com destinos como:

Círculo Polar Ártico – O mundo é dividido em Hemisférios Norte e Sul pelo Equador. Próximo aos polos existem outras duas linhas imaginárias que demarcam as calotas polares. Ao norte, temos a linha do Círculo Polar Ártico, que cruzamos enquanto percorríamos a Dalton Highway. É incrível a variação de temperatura em poucos quilômetros. Enquanto estávamos rodando fora do Circulo Polar Ártico, encontramos temperaturas baixas, porém positivas. Dentro dele, principalmente após o Atigum Pass, as temperaturas despencaram a graus negativos em poucos quilômetros, além de uma fina garoa com a qual sofremos. Prudhoe Bay – Depois de muito sofrimento na Dalton Highway, chegamos a Prudhoe Bay. Que lugar esquisito! A impressão é que tudo é construído em contêineres. Há várias empresas vinculadas à exploração de petróleo, muitas máquinas, poucas pessoas, quase todas ligadas a essa atividade. O posto de combustível é também um contêiner onde você mesmo abastecer e pagar com cartão de crédito.

Os tanques ficam no meio do nada e há placas que pedem para deixar a porta do contêiner fechado por causa de ursos polares que rondam o local. Sinistro! Não há muita coisa para conhecer. É simplesmente o marco imaginário do final da estrada ao norte da América. Fomos a General Store para fotografar um dos poucos lugares em que existe uma referência escrita do local. No mesmo dia iniciamos o retorno para o sul em direção a Fairbanks.

UM GATO COMO PREFEITO

Também não faltaram surpresas ao longo do percurso, porém a maior delas certamente aconteceu em Talkeetna, única cidade do mundo que elegeu um gato como prefeito. E não é “gato” no sentido de ladrão: é um bichano mesmo! A população, insatisfeita com os candidatos existentes, resolveu votar no Stubbs como forma de protesto. E não é que ele ganhou a eleição de lavada? Conhecemos o “prefeito” em nossa passagem pela bela Talkeetna. A vida do felino não é só alegria. Alguns meses antes de nossa visita ele teve um desentendimento, dizem que com um inimigo político – um cachorro da vizinhança –, e da briga resultou uma sequela em uma das patas.

CIDADE DAS PLACAS

Continuamos acelerando nossas motos e tivemos uma gratíssima surpresa com a Alaska Highway, uma estrada impressionante que corta o Canadá e se estende até Firebanks, no Alasca. Construída pelos exércitos norte-americano e canadense, levou pouco mais de dois anos para ser concluída. E são 2.450 quilômetros! Ao percorrer essa enigmática estrada, colecionamos algumas curiosidades que vimos e fotografamos no caminho: carros de polícia em madeira, pontes extremamente escorregadias e bisons na pista.

Outro lugar bacana de se conhecer foi Surprise Glacier. Partindo da cidade de Whittier, de barco, fomos conhecer o glacier que é um dos mais bonitos da região de Prince William Sound. Foi um dia inteiro navegando ao lado de montanhas cobertas de gelo e diversos outros glaciers. Essa região, apesar da distância maior do Polo Norte, é a que possui a maior quantidade de paisagens cobertas de gelo. Ficamos maravilhados com os animais que vimos nesse passeio como ottiers, focas, leões marinhos e até mesmo a bald eagle, ave-símbolo americana.

Já em Watson Lake, Canadá, conhecemos a cidade das placas. São cerca de 72.000! A tradição começou quando, em 1942, durante a construção da Alaska Highway, o engenheiro Carl K. Lindley feriu-se e necessitou de tratamento médico. Foi levado ao posto de controle existente em Watson Lake e, durante sua recuperação, confeccionou uma placa com o nome da sua cidade natal: Danville, Illinois, e a colocou junto à placa indicativa de distâncias do local. Assim começou a coleção e, hoje, cada viajante que passa por aqui, deixa algum sinal que possa lembrar sua cidade natal.

A nossa, levada do Brasil, e que presenciou todo o nosso percurso do baú de uma das motos, hoje é uma das milhares de placas afixadas, próxima ao local onde existe uma réplica da criada por Carl.

Por sua vez, a Richardson Highway foi, sem dúvida, a mais bonita estrada que conhecemos nessa viagem. Paisagens deslumbrantes de picos nevados cercam a rodovia. Na milha 28, com uma pequena caminhada, chegamos ao Worthington Glacier, considerado um dos glaciares de mais acessíveis do Alaska. O derretimento do gelo e o fluxo da água esculpem uma forma semelhante a uma onda de água congelada!

Quanto mais quilômetros percorríamos, mais e mais lugares legais surgiam. Foi assim que, na passagem por Jasper e Banff, conhecemos algumas de suas principais atrações. Os lagos Moraine e Loise são, sem dúvida, os lugares mais impressionantes. Águas azuladas complementadas com paisagem de picos nevados encantam e atraem milhares de turistas de várias partes do mundo. É comum vermos essas paisagens em fotos de calendários. E não se iludam que as fotos não conseguem demonstrar toda a beleza destes lugares. Estar aqui, poder sentar e contemplar a paisagem, por si só, já teria valido toda a viagem!

EDSON CITY

Quando traçamos nosso roteiro, Edson Mesadri descobriu uma cidade no Canadá que levava seu nome. Mudamos um pouco a rota original e incluímos a atração. E foi o maior barato, uma cidade onde quase tudo leva o nome de Edson: Hotel Edson, Cia de Taxi Edson, Bingo Edson, Edson Honda, Cooperativa de Crédito Edson, Aeroporto de Edson etc. Descobrimos que a idolatria ao nome é por causa do ex-presidente de uma companhia ferroviária, que não aceitou a pressão de donos de terra de uma cidade próxima que não concordava com o preço ofertado. Ele alterou o lugar onde seria instalada a estação ferroviária para um pequeno povoado. Em virtude disso, o local se desenvolveu e virou uma cidade, que hoje possui o nome em sua homenagem. Edson, meu companheiro de viagem, tentou descolar um desconto na diária do hotel Edson, por possuir o mesmo nome do xará famoso, infelizmente não deu certo!

EI ZÉ COLMEIA!

Com uma estrada sinuosa cingida por montanhas cobertas de neve, nem a temperatura extremamente baixa em pleno verão é capaz de reduzir a vontade de parar, contemplar e se apaixonar pelo visual do Glacier National Park. Visitamos o lugar por insistência do Cassiano e não nos arrependemos!

Destaque também para o Parque Yellowstone, primeiro parque florestal criado no mundo, eternizado pelo desenho animado “Zé Colmeia”. Aqui é possível chegar muito próximo aos gêiseres e a sensação é de estar o tempo todo caminhado em um lugar que pode explodir a qualquer momento. O cheiro de enxofre é o efeito colateral que tem que ser suportado para visitar alguns lugares. A quantidade de animais como veados e bisões e sua proximidade com transeuntes conferem o destaque em nosso roteiro.

FABULOSA LAS VEGAS

“Bem-vindo à fabulosa Las Vegas!” Essa é a inscrição da placa que recepciona os viajantes que chegam pelo deserto de Nevada ao paraíso das luzes e à capital da vida noturna americana! Caminhar pela Las Vegas Boulvard à noite é ter uma noção do poder de transformação do dinheiro e da tecnologia: um deserto árido sucumbe à iluminada capital da fantasia e do sonho. Recomendamos cautela na jogatina, para que a viagem não tenha que ser abreviada por motivo de redução de despesas. O baixo valor das diárias e as muitas atrações “for free” são chamarizes para o verdadeiro objetivo: os jogadores e suas apostas! Se você se mantiver afastado da jogatina poderá tranquilamente descobrir esse impressionante lugar a um custo acessível.

ROTA 66

Essa estrada corta os Estados Unidos desde Chicago, no estado de Illinois, até Santa Mônica na Califórnia (3.755 km). Utilizada por jovens americanos que buscavam as praias e a costa oeste americana, o percurso é considerado como um caminho para a aventura e a liberalidade californiana. Conhecemos o trecho de Barstow até próximo a Los Angeles como a última atração da primeira parte da viagem. Andar na “Mother Route 66” faz o coração de qualquer motociclista acelerar. Os muitos prédios, comércios e construções abandonados, somados ao vento forte e ao asfalto rachado compõem cenário perfeito para recordar dos filmes que a retratam como uma rodovia abandonada, enigmática e fascinante.

PONTO FINAL

Depois de 34 dias rodando de moto, percorremos 16.800 km pelos EUA e Canadá, conhecemos o Alasca e chegamos a um dos pontos mais ao norte das Américas. Conhecemos a fabulosa fauna e flora do território gelado, sofremos, passamos frio, cansaço e trouxemos em nossa memória lembranças das quais partilhamos nessas páginas. Chegamos novamente a Riverside e concluímos essa etapa do projeto. Nosso objetivo é encorajar pessoas a pegarem suas motos, conhecerem deslumbrantes paisagens de um mundo muito diferente e sentirem inesquecíveis emoções. Se você tem vontade, siga em frente e sentirá a imensa felicidade que sentimos hoje, eu, Deonir Bartnik e meu companheiro de viagem Edson Mesadri. “See you on the Road!”

Os relatos diários e fotos dessa aventura foram publicados e estão disponíveis em www.deonir.com.

A Expedição Extremo Norte foi apoiada por: Mormaii Motor Sports, Oxford Equipamento, Go Ahead Segunda Pele, Fg Seguradora e Gráfica Primatas.

O autor: Motoviajante, autor do livro Nossotros – en América del Sur, bancário, pós-graduado em Direito e atualmente residente em Palmares do Sul (RS).

*Matéria publicada na edição #181 da revista Moto Adventure.

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