Suzuki-apresenta-a-Hayabusa-2021

Conservando o mesmo espírito mas com uma série de novidades, hyperesportiva agora chega atendendo à Euro5, o que a fez perder potência.

A boa notícia para os fãs de Busa pode ser temperada pela ficha técnica do modelo 2021. Ignorando pequenas atualizações, houve duas gerações anteriores distintas da moto – o modelo original de 1999 com 173cv e a renovação de 2008 que aumentou a capacidade de 1.299cc para 1.340cc, o que fez a potência saltar para 195cv. Se você esperava que uma dúzia de anos de desenvolvimento levaria a um aumento de potência igualmente impressionante, temos más notícias: o modelo 2021, estrangulado pelos requisitos de emissões, atinge o pico de 188 hp (190cv) e 9700rpm.

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Tendo considerado várias opções, incluindo um motor de seis cilindros, ampliar sua capacidade volumétrica e até uma versão turbo, a Suzuki optou por manter o mesmo motor de quatro cilindros de 1.340 cc com raízes de design no modelo original de 1999, e usar o mesmo diâmetro de 81 mm e curso de 65 mm que foi introduzido em 2008. Forçada a cumprir as regras Euro5, uma queda na potência era quase inevitável. O torque, que anteriormente atingia o pico de 15,7 kgf.m a 7.200 rpm, agora chega a 15,2 kgf.m a 7.000 rpm.

Mas segundo o discurso da Suzuki, os fãs não precisarão se preocupar porque a entrega e a resposta de potência aprimorada do motor parece tão rápido quanto a versão antiga, exceto nos extremos de rotação. A velocidade máxima do novo modelo é limitada eletronicamente a 297 km/h.

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Não é apenas o motor que será familiar para os fãs a motoca, já que o chassi da versão 2021 também é uma herança de antes e praticamente inalterado em seu design básico desde o modelo original em 1999. Isso é uma coisa ruim? Discutivelmente não, ela agora conta com conjunto atualizado de suspensão e câmbio de especificações de 2021.

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Novidades mecânicas

Portanto, se o motor e o chassi básicos forem transportados, o que há de novo? A resposta é: bastante.

Começando com aqueles quatro-em-linha de 1.340 cc, as árvores de manivelas foram recalibradas, as molas das válvulas são novas e há mais elevação da válvula de escape. Novos pistões, hastes, pinos de pistão e um virabrequim redesenhado ficam abaixo deles; há uma nova embreagem assistida e deslizante e ajustes na transmissão – em parte para acomodar um novo quickshifter bidirecional.

Em muitas áreas, as melhorias se concentram na longevidade e na confiabilidade, com melhor fluxo de óleo para o virabrequim e rolamentos mais fortes na caixa de engrenagens. Lendo nas entrelinhas, se você quiser ajustar o Hayabusa 2021, é provável que a moto consiga segurar ainda mais o rojão.

As mudanças significam que, apesar dos picos mais baixos de potência e torque, a Suzuki afirma que a nova moto está mais rápida do que nunca. O modelo 2021 é reivindicado para atingir de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos, 0,2 segundos mais rápido do que a versão anterior e 0,1 segundo mais rápido do que o modelo original. O tempo de 0-200 metros também caiu para 6,8 segundos (6,9s para a 2ª geração, 7,1s para a moto da 1ª geração). O lado negativo é que ela bebe um pouco mais que a anterior, 17,9 km/l, enquanto que a 2ª geração fazia em média, 21,1 km/l. Mas se isso for uma preocupação, você provavelmente vai preferir uma Pop 110i do que uma Suzuki Hayabusa.

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Um novo sistema de escapamento foi empregado para acomodar as regulamentações Euro5 e reduzir o peso, que caiu de 268 kg do último modelo para 264 kg na versão 2021.

Eletrônica

No lado da eletrônica, a Hayabusa 2021 recebe novos injetores para melhorar sua atomização e tudo está conectado a um acelerador eletrônico Ride-by-Wire com corpos de aceleração mais largos do que antes.

A Suzuki estava na vanguarda da mudança para vários modos de condução, introduzindo o SDMS (Seletor de modo de condução Suzuki) quando lançou a Hayabusa de 2008, mas a versão do novo modelo do sistema está muito mais em linha com as expectativas modernas. Chamado SDMS-α, ele oferece três opções predefinidas, cada uma alterando o modo de potência, controle de tração, controle de wheelie, controle de freio-motor e configurações de trocas rápidas de marchas, além de mais três configurações definidas pelo usuário.

Como seria de esperar em 2021, o painel exibe uma tela de TFT, mas a Suzuki não se sentiu tentada a ir para as telas superdimensionadas e completas usadas em muitas outras motos modernas. Em vez disso, a empresa está aderindo ao layout de dois grandes medidores analógicos mais antigos, mas com uma tela TFT colorida entre eles para exibir todas as informações extras.

O pacote de eletrônicos da Hayabusa 2021 também inclui todo o kit que você esperaria de uma moto de alta performance, como uma IMU de seis eixos e ABS de curva, tudo com camadas de opções e configurações. Há também cruise control e um sistema de frenagem combinado, controle de elevação da roda traseira, controle de sustentação em subida (hill assist) e um sistema de assistência de baixa rotação que ajuda a evitar que a moto fique batendo corrente.

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Embora o chassi seja o mesmo de antes, ele apresenta um subquadro revisado que reduziu em 700g seu peso e usa versões atualizadas dos garfos KYB de 43 mm do modelo anterior. A Brembo fornece suas pinças Stylema para os freios dianteiros, segurando discos de 320 mm, 10 mm maiores do que antes e com um novo padrão de perfuração cruzada para melhorar o resfriamento.

As rodas são novas, com ligas de sete raios, usando pneus Bridgestone Battlax Hypersport S22 especialmente desenvolvidos para ela.

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Todo o pacote está embrulhado em um novo estilo que traz muitas dicas tradicionais da Hayabusa, mas consegue parecer mais elegante e menos arredondado do que as versões anteriores. Tal como acontece com as gerações anteriores, o túnel de vento foi usado extensivamente para garantir que, apesar das mudanças no estilo para fazer a moto parecer melhor, ele ainda fosse capaz de cortar o ar com a mesma eficiência de antes. Um para-brisas mais alto e um guidão mais próximo do piloto aumentam o conforto e, como seria de esperar, na terceira década do século 21, toda a iluminação é em LED.

Excepcionalmente, os indicadores dianteiros – montados no tradicional local Hayabusa nos flancos externos das entradas de RAM-AIR – agora incorporam as luzes de posição, de modo que as mesmas unidades podem acender em laranja ou branco, dependendo de sua finalidade. Uma ampla lanterna traseira com os indicadores integrados completa o pacote.

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A nova Hayabusa 2021 deve chegar às concessionárias europeias em meados de março e seu preço por lá foi confirmado em £ 16.499 (R$ 121.864, ao câmbio de 05/02/21). Isso A coloca em competição direta com sua rival mais próxima, a Kawasaki H2 SX, que começa em £ 15.899 (R$ 117.432).

Aqui no Brasil a J. Toledo, empresa que representa a Suzuki por aqui, já confirmou que trará esta nova versão para o nosso país, entretanto, não informou data e nem deu pistas sobre o preço.

E você, quanto acha que vai custar a nova Busa por aqui?

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