Viajar ao Deserto do Atacama pode ser uma experiência surpreendente

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Motociclista Daniel Melo realizou o grande sonho de pilotar até o Deserto do Atacama e compartilhou sua experiência com a Moto Adventure

Texto: Daniel Melo
Fotos: Moto Atacama/Daniel Melo

No começo, tudo o que eu queria era dar uma voltinha de moto no final de semana ou ir à praia no domingo… Mas em 2012 fiz uma viagem de mochila pela América do Sul e, no meio do Salar de Uyuni, na Bolívia, conheci um casal de ingleses de meia-idade que ia do Alaska para o Ushuaia em duas Yamaha Téneré 600.

RUMO AO ATACAMA

Pouco depois, troquei a Custom que comprara há quatro meses por uma Big Trail e, devagarzinho, comecei a preparar a moto para uma viagem transcontinental. Comecei, também, a tentar convencer alguns amigos a irem comigo naquela aventura. Um não tinha tempo, outro estava sem dinheiro e um terceiro estava sem moto, no momento… Pesquisando na Internet, descobri a Motoatacama e, navegando no site da empresa, avistei um banner enorme na tela inicial: “Expedição de moto ao Atacama”. Cliquei no link rapidamente e mandei o pedido de inscrição. O próximo passo foi uma reunião presencial em São Paulo (SP) para um briefing com todos os participantes. Gente de diferentes idades e estilos de vida.

Após muitas trocas de informações, chegou o grande dia! O ponto de partida era o Posto Graal de Barueri (SP). Os primeiros dois dias foram tranquilos: asfalto em ótimas condições e tempo bom. Na manhã do terceiro dia, fomos surpreendidos por uma chuva torrencial e tivemos que encarar aquele dilúvio. E assim passamos boa parte dos próximos dias: debaixo de água! Na metade do quinto dia, a chuva foi substituída pelo frio. Chegamos a Purmamarca, cidade pitoresca no lado argentino da Cordilheira dos Andes, e a temperatura foi caindo conforme a altitude aumentava. No sexto dia, finalmente, vivenciamos um dos momentos mais esperados da viagem: a subida dos Caracoles, a estrada sinuosa que sobe a Cordilheira dos Andes pelo lado argentino. E com tempo ensolarado!

Só percebi que estava a quase quatro mil metros de altitude quando desci da moto para tirar algumas fotos e perdi o fôlego, tanto pelo visual fantástico quanto pelo ar rarefeito. Na sequência, cruzamos o Salar de Jujuy e a fronteira Argentina-Chile no Paso de Jama

CHILE

Finalmente chegamos a San Pedro de Atacama, no Chile e lá tivemos dois dias livres para conhecermos aquele lugar sensacional. Seguimos para o Valle de la Luna, Mirador del Coyote, Valle de la Muerte, Geiser del Tatio, Bosque de Cactos, Ojos del Salar, Laguna Cejar, Laguna Miscante, Laguna Meñiques, Laguna Chaxas e Salar de Tara. E depois, para Antofagasta, no litoral do Pacífico. Ali era o ponto mais distante da viagem e, também, o local onde começaríamos o retorno, com direito a uma parada para fotos na Mano del Desierto e mais um dia em San Pedro de Atacama.

DE VOLTA AO BRASIL

No último pernoite de nossa viagem, já em terras brasileiras, em Maringá (PR), os guias deram-nos camisetas oficiais e a foto oficial da expedição (e nós retribuímos com uma das camisetas autografada por cada um de nós). A sensação era a de pertencer a uma família. O maior legado desta aventura: as pessoas que conheci.

SERVIÇO

Para saber mais sobre os tours da Moto Atacama, acesse: www.motoatacama.com.br/entretenimento

Ou ligue: (11) 4024-7344 / 98221-2249

*Matéria publicada na edição #163 da revista Moto Adventure

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