Empresário, leitor de Moto Adventure, está fazendo uma saga incrível: ao lado de amigos, ele saiu do Brasil e vai até Milwaukee, nos EUA, para participar da comemoração do aniversário de 115 anos da Harley-Davidson. Essa é a sexta parte da viagem. Acompanhe!

TEXTO E FOTOS: DAVIDSON BOTELHO

A vida é um constante laboratório, seja de análises ou aprendizados (apesar de que sempre aprendemos). A partir da ida do homem à lua, muitas coisas mudaram no nosso cotidiano, muitos serviços, técnicas e filosofias foram alteradas, e assim ganhamos mais do que perdemos. Numa indústria milionária como a automobilística, algumas fábricas investem bilhões em seus carros de competição e utilizam os mesmos como laboratório para os carros de passeio. A vida é uma viagem, o dia todo testamos situações novas e nem sempre temos a resposta, e assim vamos testando para chegarmos ao melhor resultado.

Aconteceu comigo um caso inusitado. Paramos em Nashville e deixamos as motos para fazer revisão. Fomos super bem tratados onde passamos, mas demos o azar de encontrar duas pessoas com diarreia neste dia, faz parte. No dia seguinte pegamos as motos e notei um calor excessivo nas pernas e no pé direito, sei que as Harley-Davidson esquentam, mas conheço minha máquina, “Maju”, de dentro para fora e de traz pra frente, e sei que tinha algo errado.

Febra na moto

O calor estava insuportável nos pés e assim paramos numa loja em Louisville, mais uma vez muito bem atendidos. Os mecânicos fizeram os testes e checaram tudo: óleo novo, filtro novo, tudo ok! E porque Maju estava com febre? No dia seguinte fomos para Indianápolis e o calor continuava. À noite fomos para um encontro de motos e fui de tênis aberto, sem meia e o calor sumiu.

Passei a noite toda fazendo meu laboratório para entender o que se passou, fiz os testes e cheguei à conclusão: viajar de bota, calça de moto e jaqueta é um laboratório para virar gambá, tudo cheira mal, por mais que lave, sol, chuva, poeira e suor é o elixir do satanás correndo e apanhando. O que eu fiz de diferente para o meu pé esquentar tanto? Eu não aguentava mais o chulé da bota e vi na TV uma propaganda de um spray para resolver esses problemas de mau cheiro. No dia seguinte, corri no Wallgreens e comprei logo o maior, o hard, o plus, e entupi a bota com aquele spray. Passei no pé, na meia e guardei a metade para presentear Bandeira, o chulé dele transpassa os limites da bota, do quarto e do hotel, até a polícia já foi acionada, pense como foi.

Pois bem, depois que pilotei de tênis e sem meia e não senti o calor no pé, ascendeu a luz do meu laboratório: é o diabo desse spray! Corri e fui fazer o teste, coloque , andei, tirei e depois andei novamente. Desvendei o enigma da quentura, Maju odiou o aroma do spray e ficava nervosa de raiva, esquentava o cabeçote e queimava meu pé. Joguei o spray fora, melhor o chulé do que o pé queimando.

Nesse dia rodamos mais de 370 km, sem spray, sem calor, e pedindo perdão aos mecânicos de Nashville, pois eu já tinha xingado a 3ª geração deles pensando que fizeram alguma bobagem na minha moto, fui até numa igreja rezar, pedir perdão e agradecer.

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