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Em tempos de pandemia, o setor hoteleiro tem procurado fazer a sua parte para atender-nos de forma responsável, mas a gente também precisa fazer a nossa parte.

Um dos setores mais afetados pela pandemia em todo o mundo foi e está sendo o hoteleiro. Apenas aqui no Brasil, um estudo divulgado pela Rádio Jovem Pan aponta que os prejuízos podem chegar a R$ 122 bilhões. Nos Estados Unidos, uma pesquisa desenvolvida pela AHLA (American Hotel and Lodge Association) aponta que o impacto da atual crise está sendo 9 vezes superior àquele que se seguiu ao ataque às Torres Gêmeas; no início da crise, 8, entre 10 quartos de hotel estavam desocupados, prevendo que 2020 será o pior ano da história do setor hoteleiro norte-americano.

Isso gerou uma crise sem precedentes no turismo e aqui no Brasil, o governo lançou a Medida Provisória 936 para tentar minimizar os impactos no setor prevendo, entre outros pontos, injeção de R$ 5 bilhões, flexibilização por três meses, de salários e jornadas de trabalho e suspensão de contratos de trabalho por até dois meses.

Com a flexibilização das restrições, as pessoas voltaram a sentir desejo e até mesmo, a necessidade de voltarem a viajar e para isso, o governo federal lançou um programa para orientar a retomada das atividades de turismo em nosso país, que resultou na criação do selo Turismo Responsável.

O programa estabelece boas práticas de higienização para cada segmento do setor e o selo é um incentivo para que os consumidores se sintam seguros ao viajar e frequentar locais que cumpram protocolos específicos para a prevenção da Covid-19, posicionando o Brasil como um destino protegido e responsável.

O selo prevê medidas de orientação para 15 diferentes segmentos de turismo, entre eles, meios de hospedagem, agências de turismo, parques temáticos, restaurantes, cafeterias, bares e similares, parques aquáticos, casas de espetáculos e até mesmo, orientações para nós, turistas.

“Hoje os hotéis trabalham com padrão de limpeza de hospital e o estabelecimento que consegue o selo mostra que aquele hotel/pousada é um lugar seguro para se hospedar”, explica Woody Garcia (42), gerente de produtos Brasil da Schultz Operadora, que há 23 anos atua no setor.

O leque de protocolos de segurança sanitária adotados pelos hotéis é bastante vasto e varia de atividade para atividade, mas Garcia cita os mais básicos e fundamentais que você deve observar:

– Treinamento e conscientização das equipes para a segurança de funcionários e hóspedes;

– Obrigatoriedade de uso de máscara nas áreas sociais e comuns dos hotéis;

– Redução da capacidade de hóspedes nas propriedades;

– Alteração na forma de se servir as refeições (neste caso cada hotel tem uma forma de trabalhar);

– Ter álcool em gel em toda a propriedade.

Mas se os hotéis estão procurando fazer a sua parte para nos receberem com segurança, é preciso que nós também façamos a nossa. Por exemplo, de nada adianta o estabelecimento cercar-se de boas práticas se você chega no bufê do café da manhã para se servir sem máscara, ou se não guarda distância de 1,5 metro para as outras pessoas nas filas ou na piscina.

Portanto, é de fundamental importância reconhecermos que somos todos responsáveis pela contenção da propagação desta doença e se não colaborarmos, talvez em breve, percamos novamente a oportunidade de colocarmos nossas motos na estrada.

E aí, vamos colaborar?

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