POR REDAÇÃO

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No último domingo, dia 14, foi realizada a terceira etapa da Moto2 no autódromo Circuito das Américas, localizado na cidade de Austin, no Texas, Estados Unidos. Apesar das chuvas, a prova foi marcada pela grande disputa entre os pilotos. Pela primeira vez na era de fornecimento de motores Triumph para a categoria, o vencedor foi o suíço Thomas Luthi – as duas corridas anteriores (no Qatar e na Argentina) foram vencidas pelo italiano Lorenzo Baldassarri. Em Austin, Luthi e seu companheiro da equipe Dynavolt Intact GP, o alemão Marcel Schrotter, dominaram outra corrida desafiadora da Moto2, em uma disputa incrivelmente acirrada. O espanhol Jorge Navarro também conquistou seu primeiro pódio na Moto2, terminando na terceira posição.

Schrotter, que iniciou o fim de semana em terceiro no campeonato, foi o mais rápido nas sessões da sexta-feira, à frente de Luthi, e ficou em primeiro para largar na pole position. Vencedor de duas provas e líder do campeonato, Lorenzo Baldassarri conseguiu qualificar-se apenas na 15ª posição em função das condições climáticas. O clima já havia afetado o ritmo de muitos pilotos quando a sessão foi cancelada devido às chuvas. Entretanto, a partir da largada, foi o espanhol Alex Marquez, pilotando para a equipe Marc VDS, que definiu o ritmo, pulando do segundo lugar no grid para a primeira posição, o que durou sete voltas. Na oitava volta, a dupla da Dynavolt mostrou sua força. Luthi, que já havia pulado para o segundo na primeira volta, assumiu a liderança e nunca mais olhou para trás.

A vitória de Luthi faz com que ele fique em terceiro no campeonato, enquanto Schrotter sobe para o segundo lugar, apenas três pontos atrás do líder Baldassarri, que não pontuou, devido a um acidente ainda na primeira volta. Após três corridas, os três primeiros pilotos na classificação geral da categoria estão separados por apenas cinco pontos. O piloto tailandês Somkiat Chantra, da Idemitsu, registrou a maior velocidade máxima deste fim de semana da Moto2, atingindo 291,77 km/h durante a FP1, o que fica ainda mais impressionante quando se compara o desempenho do motor de três cilindros e 765 cc da Triumph com os motores de quatro cilindros e 1000 cc da categoria da MotoGP e sua velocidade máxima de 346,81 km/h.

OS MESTRES APROVARAM

De fato, há muito apoio aos motores Triumph da Moto2 entre a elite da MotoGP. Marc Marquez, por exemplo, comentou sobre o fim de semana: “Podemos ver que chegam a 300 km/h no fim das retas. Acredito que será melhor (em comparação aos motores da temporada passada) porque é mais parecido com uma moto da MotoGP”. E Valentino Rossi completou: “O motor tem mais torque; o intervalo inferior é um pouco maior. Para mim, está em um ótimo nível”.

“Foi outro fim de semana de corridas incrível e estou muito satisfeito com o desempenho em uma pista com desafios tão únicos, incluindo a reta mais longa do calendário e vários pontos de frenagem pesada seguida de aceleração pesada na primeira marcha. O clima fez com que a preparação fosse difícil, com algumas equipes perdendo a FP3. Porém, o que vemos é um campeonato cada vez mais acirrado e um novo vencedor com um motor Triumph. Meus parabéns a Tom e à toda a equipe Dynavolt Intact! Também é muito gratificante ouvir tamanho apoio expresso pelos líderes da MotoGP que pilotam com os nossos motores, além da participação na Moto2, especialmente quando se trata da potência do nosso motor triplo de 765 cc, que está ajudando a tornar a Moto2 uma categoria ainda mais relevante e emocionante”, afirmou Steve Sargent, chefe de Produto da Triumph.

O motor de corrida Triumph Moto2 765 cc é um desenvolvimento da motocicleta de estrada Street Triple RS 765 cc (disponível no Brasil), que produz 140 cv de potência. Após três corridas no exterior, a Moto2 volta à Europa, no dia 5 de maio, para o Grande Prêmio da Espanha, no tradicional Circuito de Jerez, na cidade de Jerez de la Frontera.

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