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Nosso leitor viajou sozinho 9.000 km ao longo de 20 dias desbravando uma das regiões mais hostis da América do Sul

Após uma viagem de moto sempre fico me perguntando onde e quando será a próxima.  E a Bolívia sempre esteve nos meus planos. Admirava pela internet as imagens e sonhava em um dia conhecê-la, porem esbarrava na questão da segurança.

A todas as pessoas a quem perguntava, ou mesmo nos blogs de moto turismo, sempre ouvia/lia a mesma preocupação com relação à segurança: policiais corruptos, dificuldades de entrar e/ou sair do país devido ao excesso de burocracia nas fronteiras, muitos motivos para desmotivar a viajar.

O que sempre ouvia das pessoas era “e se algum imprevisto acontecer enquanto estiver na estrada, como fará uma vez que estará sozinho?” Sempre acreditei que existem mais pessoas boas que más no mundo, portanto se algo acontecesse”. Simples assim. E essa minha teoria já comprovei diversas vezes, com vários anjos da guarda que apareceram do nada, nas situações mais difíceis.

Como aqui no Brasil, infelizmente, convivemos com a falta de segurança, acreditava que agindo como de costume, ou seja, com muita atenção, cautela e evitando arriscar-me mais do que o necessário conseguiria “sobreviver” à Bolívia.

Assim começou minha expedição

Comecei o planejamento da viagem com seis meses de antecedência, com muito estudo sobre a região, as estradas, as cidades por onde passaria, os costumes da população, alimentação, passeios, câmbio…

Preparei minha moto, uma BMW R1200GSA, comprando alguns equipamentos extras, como um galão de 5 litros de gasolina para reserva, caso tivesse dificuldade no abastecimento.

Convidei alguns amigos, mas cada um tinha um problema (tempo, dinheiro, família, trabalho) então resolvi fazer a viagem solo. Aluguei um rastreador por satélite para deixar minha esposa mais tranquila, assim ela acompanharia minha viagem pela internet sabendo minha localização em tempo real. O combinado era de falarmos todas as noites assim que eu chegasse ao hotel. Quase deu certo.

Seria minha primeira viagem longa sozinho, portanto estudei ao máximo todos os detalhes para minimizar e tentar antecipar possíveis problemas.

Parafraseando Amir Klink, “se alguma coisa saísse errado o culpado sempre seria eu, pois não tinha mais ninguém para eu atribuir o erro.”

A escolha

Eu tinha várias opções de rota, dentre elas, poderia sair do Brasil pelo oeste em Corumbá (MS), cruzando a Bolívia de leste a oeste, porém, passaria por uma região deserta de aproximadamente 600 km considerada muito perigosa devido ao tráfico de drogas, segundo a lenda.

Outra opção era sair pelo Acre em Assis Brasil, mas teria que cruzar o Brasil e enfrentar as péssimas estradas brasileiras, calor de quase 40 graus e trânsito intenso de caminhões, além dos quase quatro mil km de distância da minha casa em São Paulo e sem nenhum atrativo para conhecer neste percurso.

Resolvi pela terceira opção: sair do Brasil por Foz do Iguaçu (PR), onde fica a tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), cruzar o norte da Argentina na região do Chaco, com suas retas infinitas e calor parecido com o norte do Brasil, e entrar na Bolívia por Villazón.

Tudo pronto, moto revisada, equipamentos instalados, rota definida, documentos em ordem (muitas cópias para as fronteiras), dinheiro/cartão e piloto contendo a ansiedade.

As boas e belas estradas bolivianas, esta, na região de Potosi

Costumo fazer uma planilha com a projeção dia a dia da viagem, nela coloco a quilometragem a ser percorrida, possíveis paradas para abastecimento, almoço e café, sugestões de hotéis nas cidades já predefinidas e previsão de gastos. Mas apenas como diretriz, não fico refém dela e durante a viagem, vou atualizando a planilha e faço os ajustes devido às inevitáveis mudanças de plano, que por mais que esteja tudo organizado, sempre acontecem como: ficar mais um dia na cidade ou o contrário, diminuir por não gostar do local, não consegui rodar o esperado em um dia, condições climáticas (chuva, vento, frio, neve…), passeios cancelados etc.

Parti em março de 2017 com a intenção de rodar 9.000 km ida e volta, em vinte dias, passando por três países: Argentina, Bolívia e Peru – além do Brasil.

Argentina

No terceiro dia de viagem cheguei à cidade de Salta – Argentina. Como a moto atingiu 20 mil km, levei-a na concessionaria para fazer a revisão (eu já havia agendado com antecedência este serviço). O interessante é que levam a moto para dentro da oficina, trancam a porta e não deixam o cliente acompanhar e nem ver a moto de longe.

Revisão feita, parti para a cidade La Quiaca na fronteira da Argentina com a Bolívia, a uma altitude de aproximadamente 3.500 metros e pela primeira vez senti dor de cabeça por causa da altitude. Tomei bastante água e consegui algumas folhas de coca que me ajudaram. Felizmente foi o único dia que me senti mal devido à altitude. À noite perguntei na recepção do hotel se a fronteira estava longe para ir caminhando, mas fui desaconselhado para minha segurança.

Bolívia

Após uma noite congelante de sono, parti rumo à fronteira que tinha intenso trânsito de pessoas, ônibus e caminhões e poucos funcionários para atender a todos. Esperei por três horas na fronteira até ser liberado para entrar no país.

Tanto a minha documentação quanto a da moto estavam todas completas e atualizadas, mas me pediam para aguardar porque estava faltando um documento – só que não explicavam qual. Até que um policial me disse: ”vou te liberar, mas você terá problemas nas estradas.” Depois que entendi que o documento que faltava eram alguns bolivianos – ou dólares.

Finalmente entrei na Bolívia, troquei o dinheiro e saí da casa de câmbio com um pacote de dinheiro para gastar. Após poucos quilômetros, a paisagem mudou drasticamente: clima de deserto seco e quente, cactos gigantes, muita areia e pedra. Tudo muito bonito, pois são paisagens diferentes das que temos no Brasil. As estradas asfaltadas apresentam estado de conservação mas senti falta de placas de trânsito indicando direção das cidades, bem como, as distâncias em quilômetros, o que me obrigava a todo o momento parar para perguntar se estava na direção correta, uma vez que o GPS estava sem os mapas da Bolívia. Apesar de todo meu planejamento, acabei esquecendo de instalá-los.

As Cholitas, Indigenas bolivianas, vendem seus produtos nas ruas de Potosi

No acostamento das estradas, muito trânsito de pedestres, principalmente de mulheres – as Cholitas (denominação étnica referida a mulheres mestiças do altiplano boliviano) – indo e vindo do nada para lugar algum e sempre carregadas de sacolas. Encontrei muitos animais soltos – cachorros, porcos, lhamas. Infelizmente muito lixo também, que são atirados pelas janelas dos ônibus e carros, como garrafas plásticas, latas, papeis…

Chegando à cidade de Potosí (altitude de 4.067m), instalei-me no hotel, almocei e verifiquei que tudo era muito barato comparado aos outros países da América do Sul. O comércio acontece nas ruas onde se vende de tudo, de artesanato a animais vivos.

O macete da gasolina

O exercito está por todas as partes e sempre bem armado. Nos postos de gasolina, veículos estrangeiros pagam três vezes mais o valor do combustível registrado na bomba, mas mesmo assim, o preço da gasolina se equivale ao preço do Brasil, com a vantagem de ser muito superior em octanagem. Somente nos últimos dias na Bolívia, consegui abastecer com o galão de combustível que levei, pois no galão, o preço é o mesmo vendido aos bolivianos, com o inconveniente de ter de enchê-lo, levá-lo até a moto, que fica estacionada fora do posto e repetir essa ação até encher o tanque.

Algumas edições do Rally Dakar passaram pelo belo Salar de Uyuni

No dia seguinte parti para a cidade de Uyuni, rodei um pouco de moto pelo Salar, mas preferi uma excursão pelo Salar com um veículo Toyota 4×4, assim não precisaria me preocupar com os caminhos (muitos de areia), nem com outros aspectos como hospedagem e alimentação.

Percorri por três dias o Salar do Uyuni, dormindo em hotel de sal, fazendo as refeições ao ar livre, conhecendo diversas lagoas e vulcões. Uma paisagem maravilhosa e única, fotografando o voo dos flamingos e banhando-me na piscina do gêiser “Sol de la Manãna” com as águas a temperatura de 60°C. Durante o dia sentia um calor intenso, sendo os óculos escuros de uso obrigatório devido ao reflexo dos raios solares no sal, além de boné, camiseta de manga comprida. À noite um frio gélido, mas com um céu repleto de estrelas, sendo possível avistar a Via Láctea, uma imagem que vai ficar para sempre na minha memória.

Nestes dias infelizmente não consegui cumprir o combinado que tinha feito com minha esposa de nos falarmos toda noite, pois no Salar não tinha sinal de celular e internet, mas estava tranquilo porque o rastreador estava ligado e sabia que ela estaria me acompanhando pela internet.

La Paz?

Após os dias de tour em Uyuni, parti para a cidade de La Paz (3.640 m de altitude). Uma cidade caótica, com muitas vans e ônibus que fazem o transporte das pessoas, porém buzinam todo o tempo, difícil de dirigir, impossível de ultrapassar, pois andam “coladas” umas nas outras, formando uma fila infinita. Demorei a entender como funcionava o trânsito.

Hospedei-me no centro da cidade, onde encontrei muitos pedintes, muita sujeira nas ruas e muita pobreza. Costumo caminhar pelas cidades me perdendo pelas ruas, conversando com o povo, parando em lojinhas, mas em La Paz não tive coragem de fazê-lo devido à nítida falta de segurança.

As belezas e os perigos da Estrada da Morte

No dia seguinte fui até a cidade de Coroico, onde começa a Estrada da Morte. Estrada de terra com a mão invertida (mão inglesa). São 64 km que começam a 4.000 metros de altitude e chegam a 1.000 metros, com trechos de até 3 metros de largura, cachoeiras e rios que cortam a estrada. Nas margens não há nenhuma proteção para precipícios de até 500 metros de altura. Atualmente a estrada é utilizada para turismo e pelos moradores locais. Apesar de todas essas dificuldades, a descida foi tranquila com muitas paradas para fotos.

Voltei para La Paz para arrumar minha bagagem e partir rumo ao Peru. Para evitar o trânsito caótico, saí do hotel às 5 horas da manhã. Percorri 100 km e cheguei à Tiquina, no lago Titicaca, e fiz a travessia em barco. Com ajuda do condutor, colocamos a moto no barco e mesmo sem amarrá-la ele partiu.

Após uma rápida travessia, segui para a cidade de Copacabana, contornando o lago Titicaca e parando a cada curva para tirar fotos e contemplar a paisagem.

A Bolívia é um país muito difícil de circular não só pelo trânsito caótico, mas há a corrupção dos policiais nas estradas e a falta de sinalização. Mas as belezas naturais, o povo simples e humilde, o custo acessível comparado aos nossos padrões, compensam todas as dificuldades.

Assim foi a Bolívia para mim e após cruzar a fronteira entrando no Peru prometi a mim mesmo que não voltaria tão cedo, ledo engano.

Peru

Na fronteira com o Peru novamente me deixaram esperando por horas sem explicar o porquê e também não ofereci dinheiro. Quando finalmente me liberaram, não conseguia sair devido à cancela estar fechada por estarem em horário de almoço. Cruzar as fronteiras foi um verdadeiro teste de paciência.

No hotel já em Puno – Peru (3.800 m altitude) entrei com a moto até a recepção por não ter estacionamento. Isso aconteceu com certa frequência na maioria dos hotéis que fiquei hospedado ao longo da viagem.

Voltei ao Lago Titicaca, agora do lado peruano, e fiz um passeio de barco até as Ilhas Flutuantes dos Uros – um conjunto de superfícies habitáveis artificiais construídas com totora, planta aquática que cresce na superfície do lago. Uma área exótica visitada por turistas do mundo inteiro. A principal fonte de renda dos seus habitantes é o artesanato.

De Puno parti para o meu destino final, a cidade de Cuzco (3.400m altitude). Após uma infinidade de curvas e já no 13° dia de viagem, cheguei ao umbigo do mundo, Cuzco em quéchua (idioma originário dos Andes).

Neste ponto da viagem comecei a pensar na minha volta para casa. Meu plano era adentrar o Brasil pelo estado do Acre, mas comecei a receber notícias de que estava inundado devido às intensas chuvas, com várias estradas interditadas. Sendo assim precisei mudar os planos. Normalmente gosto de voltar por outro caminho para aproveitar estradas que não conheço. Minhas opções eram voltar pelo Chile – que consistiria numa volta muito grande –, ou voltar pela Bolívia percorrendo todo seu território até Corumbá (MS) (trajeto que evitei na ida devido aos perigos já conhecidos).

Reservei três dias para fazer passeios pela região tanto de moto como em excursões até Machu Picchu e Valle Sagrado. Visitei ruínas, paisagens indescritíveis, restaurantes maravilhosos com uma gastronomia reconhecida mundialmente, mas sempre preocupado com minha volta ao Brasil.

A volta

Optei por retornar cruzando toda a Bolívia. Dessa vez, ao cruzar a fronteira na cidade de Desaguadero, a liberação da minha passagem foi surpreendentemente rápida.

Durante o retorno, na ocasião de uma parada, me perguntaram se eu estava viajando sozinho pela Bolívia. Mediante minha resposta afirmativa, fui questionado se não tinha medo, devido aos perigos inerentes à região. Embora tenha respondido prontamente, na solidão do meu capacete constatei que seria melhor responder dali em diante que estava viajando com amigos e que mais à frente nos encontraríamos.

Meu objetivo era retornar no menor tempo possível, então, todos os dias, acordava bem cedo e rodava o máximo de quilometragem possível, geralmente até começar a escurecer.

Em minhas viagens tenho o hábito de sempre puxar papo com os locais, para conhecer um pouco mais sobre o país, seus hábitos e costumes e ouvir suas histórias, porque são nessas conversas que tenho a possibilidade de conhecer uma outra visão da vida, sempre levando uma lição a ser refletida.

Infelizmente na Bolívia tive dificuldade de manter diálogo: as mulheres evitam conversar e os homens respondem estritamente o necessário e de cabeça baixa: poucos conseguiram direcionar o olhar para mim. Outro ponto interessante é que a maioria das pessoas não gosta de ser fotografada porque acreditam que a foto levará a sua alma. Procurei respeitar essa crença e antes de fotografar sempre pedia autorização.

Aqui ninguém passa!

Ao me aproximar de Cochabamba, encontrei o trânsito totalmente parado.  Segui um trecho serpenteando entre os carros parados até chegar a uma barreira de pedras e troncos de árvores. Trabalhadores que estavam em greve gritavam “Aqui ninguém passa!”

Tentei explicar minha situação, demonstrando que entendia e apoiava a manifestação, mas não obtive autorização para seguir viagem.  Preocupado e sem muita noção do que fazer, comecei a conversar com outras pessoas que também estavam paradas na estrada.

Os motoristas me ajudaram a transpor a barreira, argumentando com os grevistas de que eu era “um turista trazendo dinheiro para o país”. Os grevistas autorizaram minha passagem com a condição de seguir pelo acostamento, mas com a moto desligada… Então comecei a empurrar aqueles 300 kg sob o sol à pino. Esse dilema de descer da moto, negociar e empurrar se repetiria ainda por outras três barreiras, em um trecho de 5 km.

Num outro dia, após passar por Santa Cruz de la Sierra, a estrada estava bem deserta e aproveitei para acelerar forte. Com isso,  o consumo de combustível aumentou.  Não apareciam postos de gasolina na estrada e acabei conseguindo comprar gasolina em um bar. O rapaz trouxe um galão que alegava ter 10 litros, colocou uma peneira e despejou no tanque da moto. Foi um alívio! Como era esse o último dia de viagem na Bolívia não quis trocar mais dinheiro, reservando os últimos bolivianos exclusivamente para o combustível.

Faltavam poucos quilômetros para chegar à fronteira, já apareciam as placas indicando a fronteira com o Brasil quando, de repente, encontro uma corda grossa cruzando a pista de um acostamento ao outro. Um policial me fez parar. Mostrei a ele todos os documentos, porém, alegou que faltava um carimbo que deveriam ter batido na fronteira quando eu entrei na Bolívia, ou seja, há 1.500 km.

Não tinha mais bolivianos para oferecer, pois tinha gasto tudo em combustível. Nesse momento parou um carro com um casal de brasileiros. O motorista se aproximou e já foi logo perguntando ao guarda quanto precisaria pagar para que pudéssemos passar. Esse foi meu anjo salvador que, não só pagou para que eu passasse junto dele, como se recusou a aceitar o pagamento de minha parte em reais. Ele me contou que já estava acostumado a pagar esse tipo de pedágio na região.

Enfim, Brasil!

Finalmente cheguei ao Brasil. Parei em Miranda (MS) por volta das 21h, exausto devido a tensão, a quantidade de quilômetros percorridos em poucos dias, com fome, calor, mas também com uma felicidade que não cabia em mim: o prazer de concluir uma viagem de moto é indescritível.  Senti-me orgulhoso, não só pelo que vi e vivenciei, mas acima de tudo porque conquistei o objetivo que estabeleci para mim mesmo.

Viajar sozinho foi uma experiência incrível e durante os vinte dias de viagem foram poucas as vezes que me senti só. Na estrada as pessoas geralmente quando veem um motociclista sozinho se aproximam e fazem perguntas sobre a moto, sobre a viagem, oferecem ajuda, se mostram muito prestativas.

A sensação de liberdade foi maravilhosa.  Pude fazer o que me dava vontade, as decisões eram todas minhas: onde parar, onde comer, por qual estrada rodar, qual hotel…tinha esse bônus mas obviamente arcava com o ônus de uma má decisão.

Tentei também manter sempre o pensamento positivo, achando que nada de mal iria me acontecer, até mesmo nos momentos mais tensos da viagem.

Foram dias muito intensos, sem tempo de pensar em outra coisa que não fosse a viagem. O fato de estar sozinho exigiu minha concentração máxima.

Apaguei todo o preconceito que tinha da Bolívia e com certeza voltarei mais vezes não só para rever as cidades por onde passei, mas também para conhecer outras cidades como Sucre, por exemplo.

“Fui, vi e venci ” – Júlio César

4 COMENTÁRIOS

  1. maravilhoso!! tbm quebrei todos meus preconceitos c a bolívia , espero um dia voltar . ahh… Sucre é muito legal , vale a pena

  2. Boa tarde. Tive o prazer de fazer viagens pela Bolívia de moto, de carro e foram muito boas. Nada tenho a reclamar dos bolivianos. Conheci La paz de moto e de fato é complicado andar mas é muito bom. Fiz todo o tour que o amigo fez e de fato dá vontade de retornar. Um grande abraço

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