Viagem de moto para Rifaina (SP)

Águas cristalinas fazem de Rifaina (SP) um verdadeiro paraíso náutico e excelente destino para os mototuristas

Texto: Egon Jenckel e Trinity Ronzella
Fotos: Trinity Ronzella

Rifaina está localizada no interior do estado de São Paulo, onde a represa Jaguara faz a divisa com Minas Gerais. Em uma bela região, servida por boas estradas, a cidade vem despertando interesse de motociclistas e mergulhadores.

Oficialmente o povoado que deu origem à cidade formou-se em 13 de maio de 1865 com a doação de terras do Coronel José Francisco de Paulo para formar um patrimônio, que em 1873 foi elevado a Freguesia, com o nome de Santo Antonio de Rifaina. Em 1921, foi incorporado ao município de Pedregulho com o nome de Rifaina. Em 1887, com a inauguração da estação de parada da Estrada de Ferro Mogiana, veio o desenvolvimento da região e Rifaina tornou-se município em dezembro de 1948.

NA DIVISA

Dividindo São Paulo e Minas Gerais, o Rio Grande foi represado em 1971 e, com isso, surgiu o Reservatório de Jaguara, que inundou parte do município de Rifaina. A economia da cidade, baseada nas culturas de milho, feijão e arroz, foi muito afetada, juntamente com a indústria oleiro-cerâmica, ambas dependentes das várzeas do Rio Grande e submersas com o represamento provocado pela CEMIG (Centrais Elétricas Minas Gerais). Apesar disso, o represamento trouxe um novo campo a ser explorado economicamente pelo município: o turismo. E, hoje, a represa que acabou com as principais atividades econômicas da cidade, 42 anos atrás, é a responsável pelo fluxo de turistas ao local. E são várias as atividades a serem exploradas por lá: jet ski, passeios de lanchas, caiaques, stand up paddle e até mesmo mergulho autônomo, que a cada dia ganha mais adeptos. Isso sem falar do mototurismo.

A CIDADE

Muito bem cuidada, a cidade é acolhedora, tranquila e simpática. Sua orla dá a impressão de que se trata de alguma cidade litorânea devido ao calçadão amplo, uma praia artificial com grande faixa de areia, redes de vôlei na praia de água doce, coqueiros, bares e embarcações em suas águas.

Aliás, é ao longo de um passeio de barco que se pode avistar dezenas de casas de veraneio nas margens da represa. É um lugar realmente privilegiado por tamanha beleza em seu entorno, pois paredões de rocha, ilhas, montanhas e água sempre cristalina juntam-se e formam visuais de grande beleza. A cidade também oferece boa estrutura de hotéis e pousadas. Além disso, Rifaina está se firmando como um novo destino dos mergulhadores em busca de algo novo e diferente.

MERGULHO

Com águas cristalinas, a Represa do Jaguara se tornou uma excelente opção para os mergulhadores. Ali é possível praticar várias especialidades de mergulho, como profundo, naufrágio, noturno, batismos (para quem nunca mergulhou) e mais algumas  atrações embaixo d’água. E diversão é o que não falta por lá, tanto que a aventura começa logo que você entra na água, pois a poucos metros da operadora local de mergulho já é possível visualizar um veículo Monza submerso, a apenas 5 metros de profundidade. Existe também um circuito cabeado pelo qual o mergulhador pode chegar até embaixo da ponte que une São Paulo e Minas Gerais. E isso tudo saindo da terra para a água. Se incluirmos os pontos de mergulho para se fazer embarcado, as opções aumentam e daí surgem os Canyons do Estreito, Canyons dos Mandis, Ponte Antiga, Ilha do Amor, dentre outros. E o mais bacana: a visibilidade chega a 50 metros em determinados pontos e faz desse local uma ótima alternativa de mergulho em água doce do estado de São Paulo.

Vale dizer também bagres, tilápias, curvinas, lambaris e cascudos são algumas das espécies encontradas nos mergulhos. Como as alternativas de mergulhos são várias, a dica é fazer dois mergulhos no sábado e dois no domingo. Você pode ainda acrescentar um mergulho noturno no sábado.

TODOS A BORDO

Quem embarca em um veleiro, barco ou lancha pela região também terá boas surpresas, como um belo e tradicional churrasco. Dependendo da embarcação, ele é feito dentro do barco ou na volta à operadora, em terra, proporcionando momentos de bate-papo descontraído sobre os mergulhos realizados.

Vale também citar que os mergulhos embarcados sempre acompanham lanche e bebidas (sem álcool), mantendo a energia em alta para as atividades. Além disso, por ali é possível mergulhar o ano todo, pois a temperatura gira em torno dos 25˚C. No entanto, em abril e maio a visibilidade das águas diminui bastante.

MERGULHO E MOTO

A opção de ir de moto até Rifaina e, ali, unir as duas atividades incríveis, pilotar e mergulhar, aumenta a chance de um final de semana 100% prazeroso. Existem várias opções de roteiros para Rifaina que são bem agradáveis para se percorrerr de moto. E as estradas, em sua grande maioria, são em pista dupla, com bom asfalto e bem sinalizadas.

COMO CHEGAR

Da capital paulista: siga pela rodovia Anhanguera até Ribeirão Preto e depois, na saída 318A, siga sentido Batatais, Franca, Cristais Paulista, Pedregulho e Rifaina. A partir da capital paulista serão 464 km de boas estradas.

De Belo Horizonte (MG): acesse a rodovia Fernão Dias até o anel de contorno de Betim. Siga então pela rodovia Presidente Costa e Silva (BR-262) até Araxá (MG). Acesse então a rodovia Francisco Rodrigues Duarte (MG-428), até Rifaina. 462 km separam Belo Horizonte de Rifaina.

Do Rio de Janeiro (RJ): siga pela rodovia Presidente Dutra até a entrada da rodovia D. Pedro I. Acesse esta estrada e siga até seu final, na rodovia Anhanguera. A partir desse ponto siga sentido Limeira e depois até a saída 318A e tome o sentido de Batatais, Franca, Cristais Paulista, Pedregulho e, finalmente, Rifaina. São 862 km entre Rio de Janeiro e Rifaina.

SERVIÇOS

Tropical Dive (11) 3773-4155. Rua Dr. Guilherme Dumont Villares, 515 – Morumbi – São Paulo

www.tropicaldivebrasil.com.br

DICA

Esta reportagem foi realizada entre os meses de novembro e dezembro de 2014, antes do início da temporada de chuvas. Em razão da forte estiagem que atinge os reservatórios de água do estado, Moto Adventure sugere consultar operadores de viagem da região.

*Matéria publicada na edição #170 da revista Moto Adventure.

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