Ator de diversas novelas da Globo revela sua paixão por motocicletas e fala da importância das máquinas em sua vida. Acompanhe o relato nas palavras do próprio Nelson Freitas

Por: Guilherme Derrico
Fotos: Guto Costa

 

Nelson Freitas

Moto Adventure, sempre engajada no universo das duas rodas, entrevistou o ator Nelson Freitas, da Rede Globo, o qual nos contou detalhes da sua relação com as motos. Acompanhe! “O meu interesse por moto vem desde moleque. Quando a gente é criança gostamos de brincar de carrinho, moto, etc. Quando a gente cresce é a mesma coisa, o que muda é o tamanho e o preço do ‘brinquedo’. Mas, eu só fui realmente ter uma moto há pouco tempo. Eu não tinha grana, nem bicicleta eu tive quando criança. Minha primeira bicicleta consegui quando já tinha 25 anos, assim que comecei a ser ator. A bicicleta me trouxe as duas rodas e eu falei: Agora eu preciso de uma moto!”, conta Freitas.

Sobre o primeiro modelo conquistado, o ator fala com bastante nostalgia, e conta, também, sobre os modelos que já teve. “Comprei uma XLX 350, usada, em 1989/90, desde então eu tenho moto e ela é o meio de transporte, eu não tenho carro. Só ando de motocicleta, mesmo com chuva. Eu passei bastante tempo com cada modelo. Fiquei com a XLX 350 até 97, quando voltei da novela ‘Chiquititas’. Até o dia que eu estava na porta do teatro e um menino me pediu para comprar uma bala que ele estava vendendo e eu disse: Poxa, eu estou sem grana e tal. E ele respondeu: Ué? Você não é aquele cara que era o galã das Chiquititas? E eu respondi que sim. E ele rebateu: E com uma moto dessas? Porque você não compra uma moto melhor? Foi então que eu comprei uma Cagiva, um modelo incrível. Mas, ela foi apresentando um defeito característico da moto, que era uma roda livre dela, para pegar era sempre muito chato”.

E ele continua sobre falando sobre as motos que já possuiu. “Da Cagiva eu fui para uma Falcon 400 preta, depois peguei uma Triumph Tiger 800 XC, maravilhosa, que sonho, um namoro incrível! Aí eu fui roubado. Estava saindo de uma comunidade, onde a gente foi gravar o ‘Zorra’, lá em Guaratiba. Quando passei voltando para casa os caras me filmaram e vieram atrás, me apontaram uma pistola e me mandaram encostar. Pegaram a moto e saíram acelerando. Então consegui uma carona e dei de cara com uma blitz. Contei que tinha acabado de ser assaltado e que a moto tinha rastreador. Eles me perguntaram se eu sabia onde ela estava e eu disse que sim, então entrei no carro e fomos até lá. Quando entrei no carro eu peguei e gravei. Em 20 minutos a gente recuperou a moto. Eu continuei gravando e agradeci muito a polícia, pois a maioria das pessoas só sabe malhar, mas não sabe o que esses caras passam de verdade, arriscando a vida para manter a lei e ordem. Então alguém ligou e cortou a ligação, só que eu mandei para a turma do Zorra, alguém de lá postou e foram 3 milhões de acessos em 24 horas, teve gente me ligando da Austrália, do Japão, entre outros. Desde então, virei amigo da polícia. Onde eu passo eles me cumprimentam e perguntam da motocicleta. Depois eu troquei e hoje estou com uma Triumph Tiger Super Sport 1050 cilindradas, que é uma fofura, gigante com um pneu grande atrás e um pequeno na frente”, diz Freitas.

Sonho realizado

Questionamos o ator se existe alguma moto que seja o seu sonho de consumo. Veja o que ele respondeu: “Meu sonho de consumo eu já realizei, é essa que eu tenho hoje. A vida inteira eu quis uma Triumph Tiger. Estou fascinado. Eu sou mais de moto trail do que as estradeiras e Harley-Davidson. Eu gosto sempre de estar com a possibilidade de matar uma barata, que é quando você consegue pisar no chão para equilibrar a moto em alguma circunstância, e no outro você está sempre com o pé para frente, então é mais difícil”.

Nelson Freitas fala sobre os cuidados que ele se atenta ao andar de moto. “Eu sou um motociclista, não um motoqueiro, e são tantas as atenções que um motociclista precisa ter na cidade do Rio de janeiro ou em São Paulo, que são grandes centros. Porque as pessoas muitas vezes não vêem as motos pelo retrovisor, e outras vezes entram na sua frente. Portas abrindo, táxi que estaciona para pegar gente. Tem que ficar atento em tudo. Uma das pessoas que me ensinou a andar de moto foi o meu compadre Raul Gazolla. A primeira lição dele foi: ‘Você não pode pensar em outra coisa quando tiver pilotando que não seja na pilotagem’. Qualquer coisa pode te distrair, você tem que pensar por todo mundo. Eu nunca sofri um acidente sério, sofri alguns, mas nenhum muito grave”.

Mais que um veículo, uma paixão!

O que a motocicleta significa na sua vida? Essa foi uma pergunta tinha que ser feita, para entendermos até onde a moto consegue penetrar no dia a dia, na alma do ator. “Liberdade. Eu vi uma vez um comercial maravilhoso da avó falando com o avô: ‘Você viu o seu neto agora? Comprou uma moto! Meu Deus do Céu, o que vai ser desse menino! O que ele vai ser da vida?’. O avô levanta e responde: ‘Livre!!’ (risos). A motocicleta te dá uma liberdade, principalmente nos dias de hoje. Eu não vivo sem moto. Tenho minha capa de chuva que coloco na mochila, se chover eu visto e volto para casa sequinho”, afirma Freitas.

Para o ator, a motocicleta serve mais como meio de locomoção, ele diz que tem poucos quilômetros rodados em viagens. “Uso mais para me locomover na cidade mesmo. Viagem eu tenho pouca experiência. Já fui para Angra e Búzios, mas não é o meu forte. Não sou um ‘viajador de moto’.

Pedimos para Nelson contar alguma história curiosa que envolvesse a moto. E ele não titubeou: “Além da história do assalto, tem uma passagem engraçada. Quando eu estava aprendendo a andar de moto, estava jogando bola com um amigo lá no Posto 9 e tinha um ralado, porque caí no Alto, e ele perguntou: ‘O que foi isso?’. E eu respondi que tinha tomado um tombo, mas comentei que era normal, como estava aprendendo, tinha mesmo que cair. Ele voltou de onde estava, me deu um tapa na cara com força e disse: ‘Não tem que cair não!’. Depois disso, nunca mais caí (risos)”, finaliza Nelson Freitas.

VEJA TAMBÉM: Viagem de moto pela Chapada dos Veadeiros (GO): De filho para pai.

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