Na edição anterior de Moto Adventure, publicamos a primeira parte da saga vivida por um de nossos leitores, que fez uma incursão pelo leste da África a bordo de uma BMW GSA 1200. O aventureiro percorreu cerca de 18.000 km. Acompanhe a segunda parte desta jornada…

TEXTO E FOTOS: JULIANO BERNERT

Conforme relatamos na Revista Moto Adventure 215, a aventura do leitor Juliano Bernet começou em Curitiba, passou por Buenos Aires, reiniciou no ponto mais austral da África (o Cabo das Agulhas) e foi concluída 18.000 km depois, em Alexandria, Egito, de frente para o Mar Mediterrâneo. Acompanhe, agora, os detalhes da viagem a partir do Quênia.

QUÊNIA

A chegada ao Quênia foi tranquila, em uma fronteira grande e organizada, mas muito movimentada. Diversos ônibus de turismo e uma exigência terrível aos viajantes: desembarcar toda a bagagem dos ônibus e passar em um scanner, algo demorado e trabalhoso. Para nós, o tratamento foi preferencial e, pela primeira vez, não conseguiríamos fazer a admissão temporária das motos caso não tivéssemos o Carnet de Passagesen Douane. Em resumo, trata-se de uma garantia ao país no qual o veículo estrangeiro ingressa de que as normas de importação temporária serão obedecidas, ou melhor: de que o país receberá o valor do tributo de importação caso a moto seja vendida ilegalmente por lá. Para nós, a emissão do CPD custou caro e, talvez, seja o único obstáculo real – mas completamente transponível – para a realização da viagem. Além do Quênia, na Etiópia e no Egito, o carnet viria a ser salvador.

Na fronteira, senti o primeiro receio de viajar pela África. A atendente da aduana falou para que tivéssemos muito cuidado nas fronteiras ao norte, mencionando terrorismo, ataques e sequestros, mas nada de muito concreto. Uma descrição ainda mais abstrata do que possivelmente ela tinha ouvido falar, mas que, em nenhum momento, se tornou realidade. Fora o fato de que os piores motoristas de estrada de toda a viagem estavam no Quênia, pois os piores na cidade foram os egípcios, cruzamos o país com relativa tranquilidade, superando facilmente até o trecho de 500 km entre Isiolo e Moyale, que já foi considerado um dos piores no eixo Norte-Sul, antes de ser espetacularmente asfaltado. Há alguns anos, era necessário integrar um comboio para minimizar os riscos do trajeto. Muita lama e trechos com pedras enormes eram parte do cardápio – estas, especialmente mais próximas de Marsabit (estrada para os sonhos). Nesta vila, passamos a noite no Henry’s Camp, de propriedade de um alemão que foi para o Quênia há 30 anos, casou-se com uma nativa de uma tribo do deserto e aumentou a população local em oito filhos e um neto. Conversamos em Inglês, Alemão e Suhaili. Trocamos histórias sobre nossas famílias e objetivos. Combinei com eles que meus filhos passariam por lá na viagem de moto deles de volta ao mundo, daqui uns dez a quinze anos. Quem sabe? Conhecemos uma família muito interessante e que nos tratou com um carinho providencial para uma viagem longa como esta. Duas refeições por pessoa, várias cervejas, banho quente, acomodação e uma noite estrelada por menos de R$ 30,00. A África ainda é muito barata.

Depois de rodarmos quase 11.000 km por sete países desde nosso desembarque na África, chegamos a Nairóbie, onde ficamos hospedados no Jungle Juction (JJ), um misto de camping, pousada, oficina mecânica e estacionamento gigantesco de motos, caminhonetes, ônibus e caminhões de todas as partes do mundo. A oficina do lugar era referência por todo o leste africano, especialmente para quem tinha Land Rover Defender, Totota Land Cruiser ou uma moto da BMW. Se até ali tínhamos cruzado com apenas dois viajantes pelo caminho, o JJ foi o ponto de encontro com overlanders, o que foi perfeito para nós, pois eu estava em busca de váriasinformações relacionadas à travessia do Lago Nasser, no Egito, e ao envio das motos para a Europa, ou Turquia, no plano original. Durante dois dias, comemos e bebemos muito bem, com tempo para organizar os próximos passos e conversar com todos os que já estavam lá e com os demais que foram chegando. Um ciclista suíço, cruzando Ásia e África; alemães que visitam a Etiópia anualmente há 25 anos; um casal de australianos que largou tudo para dar a volta ao mundo de motocicleta; um americano e uma sul-africana que se grudaram em nós pelo interesse em rodar a América do Sul; e por aí vai.

O lugar tinha tantas atividades para um viajante interessado em histórias de vida totalmente diferentes que não saímos dali para conhecer a infernal e gigante Nairóbi. O dono do lugar também era um alemão, Cris, especialista em BMs, com passagens por toda a África e Oriente Médio, que se casou com uma queniana – aliás, uma excelente cozinheira, que providencialmente atendeu à minha encomenda: um bolo para o aniversário do meu companheiro de viagem! A comemoração surpresa foi no dia do grande churrasco das sextas-feiras, servido na varanda da enorme casa de JJ. Depois de tanta mordomia, cruzar Nairóbi em direção ao trecho final do Quênia foi frustrante, mas desafiador, pois erramos tantas vezes o caminho dentro da cidade, e estivemos em partes tão pobres e inseguras, que tivemos que acelerar forte, confiando em nossos instintos e senso de direção, já que o GPS e o ambiente caótico não ajudavam em nada.

ETIÓPIA

Quando chegamos à Etiópia a recepção não foi das melhores. Fomos forçados a dormir na fronteira, pois a aduana fechava a partir do meio-dia de sábado e ficava assim até o início da manhã de segunda-feira. Chegamos no domingo, sem grandes receios, porque todas as fronteiras que havíamos cruzado não tinham sido problemáticas e estavam sempre abertas. Demoravam mais até mesmo que na América Central, mas tudo era apenas questão de paciência. O fechamento foi uma surpresa que nos incomodou e causou uma má primeira impressão do país, ainda que soubéssemos que fronteiras são sempre lugares inóspitos e que não refletem o restante de um país. Moyale é um lugar bem precário e que não compensa a parada, ficando o alerta para quem for passar por lá. A Etiópia, no entanto, compensa, mas é um lugar de extremos contrastes, de muita beleza natural, de pobreza e de subdesenvolvimento, e que merece melhorar muito, por tudo o que já representou séculos atrás.

Da fronteira sul até a capital Addis Abeba, ficamos impressionados com a quantidade de pessoas que vagavam pelas estradas. Aproximadamente 100 milhões é o número de habitantes da pequena Etiópia. A cada poucos quilômetros, surgem pequenas e superpovoadas vilas. O alemão especialista em Etiópia que conheci no Jungle Junction me contou que a maioria da população sequer está à beira da rodovia, e sim, no interior do país, ainda não asfaltado. Foi difícil imaginar isto, pois não conseguíamos parar na estrada nem sequer para “tirar a água do joelho”, tamanha a quantidade de transeuntes. Em compensação, o primeiro café de boa qualidade que tomei em toda a viagem foi em uma pequena cidade a caminho de Yabelo, em um entroncamento importante no país.

Enquanto esperávamos o ritual de preparação do café, que contava com a separação dos grãos e, depois, sua torragem, a dona do pequeno café/venda/restaurante enxotava aos berros as dezenas de curiosos que se aproximavam das motos. A partir dali, vimos que os populares eram desesperados, mas inofensivos. Queriam algo de nós, comida ou água, mas não iam além de chegar do nosso lado e implorar com o olhar. Apenas perto de Arba Minch, no sudoeste da Etiópia, onde dois lagos imensos engolem a cidade, ficamos em uma situação de aparente vulnerabilidade, quando fomos cercados por etíopes em uma parada de controle policial. Mas eles só queriam água.

Ali, notamos uma grande contradição da Etiópia: os lagos Chamo e Abaya são alguns dos inúmeros reservatórios naturais que vimos enquanto rodávamos pelo país que sofrem com a falta de tudo – especialmente, de água. Não há represas onde deveriam existir, o que faz com que muitas áreas sejam destruídas no período de chuvas e obriga os etíopes a mendigarem atrás do precioso líquido durante o resto do ano. Não há água encanada, para resumir o drama deste país em que a economia é decorrente de 80% de agricultura de subsistência. Já Addis Abeba se supera por ser o lar de quase 5 milhões de habitantes e, como em qualquer país subdesenvolvido, possuir inúmeros hotéis Cinco Estrelas, possivelmente para hospedar os dirigentes de organizações como a ONU, UNICEF, Banco Mundial e viajantes brasileiros de moto.

Fomos derrotados pelo trânsito pesado da cidade e, após sucessivos erros de navegação, desistimos do hotel mais humilde que tínhamos escolhido, parando no prédio mais luxuoso que surgiu à nossa frente. US$ 130,00 por um quarto duplo em um hotel com tudo que não tínhamos desfrutado até então (até que foi barato!). Rumando para o norte, em direção ao Sudão, o relevo mudou completamente, o calor ficou para trás e um percurso alto e montanhoso (que, em dois trechos, desabava no Vale do Rift) nos recepcionou com belas paisagens.

SUDÃO

Rodamos pela Etiópia perto de 2.000 km, para chegar a um Sudão totalmente desconhecido para mim. Como já tínhamos vistos, emitidos na Embaixada em Brasília, tudo foi mais simples. Digo isto porque resolver questões burocráticas em árabe é complicado. Não tendo que se preocupar com a nossa entrada, restou apenas o ingresso da moto, usando nossos CPDs. Gastamos uma hora para sair da Etiópia, com direito a revista completa das bagagens, e duas horas para superar a fronteira sudanesa, em um ambiente de extrema cordialidade com os viajantes.

Fronteiras são sempre fronteiras, mas o ambiente empoeirado e abandonado remetia a um destino incerto. Na medida em que avançamos rumo à capital, Cartum, encontramos trechos de deserto com calor escaldante e muito pouca estrutura que nos deixasse mais confortáveis com o novo país. Na primeira parada, em Al Qadarif (uma cidade média, ainda a 450 km de Cartum), fizemos um “tour” de tuc-tuc em busca de um chip de celular. Éramos, sem dúvida, os únicos estrangeiros em um local sem vocação alguma para receber visitantes, o que era visível mais pela falta de hotéis e restaurantes do que pela receptividade do povo sudanês, que se esforçava em nos atender, mesmo com a barreira da língua. Meu parceiro na África, Acir Bueno, ganhou algumas bananas quando tentou comprar frutas e nosso “guia” não desistiu enquanto não encontrou um adesivo com a bandeira do Sudão para nossas motos, depois de nos levar em quatro lugares espalhados pela cidade.

Isto iria se repetir diversas vezes enquanto cruzávamos o país muçulmano, onde fomos impedidos de pagar por várias refeições, sempre com a justificativa de que éramos “convidados” deles. Quando finalmente chegamos a Cartum, em uma pegada direta de 450 km sem descer das motos, a excelente recepção alcançaria seu ponto máximo. Um integrante dos Sudan Falcons nos abordou na entrada da cidade e nos convenceu a conhecermos a sede de seu moto clube. Fomos até a beira do Rio Nilo Azul e, depois de sermos exibidos como troféus aos seus companheiros de moto, já que éramos os primeiros brasileiros que eles conheciam (e nossas motocicletas, umas das poucas BMWs que passavam por lá), ganhamos almoço, hospedagem e até combustível da turma. Não consegui argumentar contra as ofertas, e nem mesmo minha alegação de que meu tanque estava vazio (e era grande, de 33 litros) os fez desistirem de nos pagar todas essas despesas. Os Falcons ainda nos levaram para navegar no imenso Nilo Azul e tratar de assuntos burocráticos para nossa travessia rumo ao norte (questões que nem sabíamos que precisávamos resolver, mas que eram essenciais para a nossa subida em direção ao Egito). Sem falar na quantidade de café e chá que tomamos com eles, já que não tinham nada alcoólico para nos oferecer, porque sua venda e consumo são proibidos.

EGITO

Chegamos ao Egito por uma estrada que, até poucos meses atrás, nem mesmo a polícia conhecia. Não estava nos mapas, GPS ou em qualquer sistema de navegação disponível ao cidadão comum. Como a travessia do imenso Lago Nasser era algo que nos incomodava muito, pela falta de informações e a incerteza decorrente disto, em função dos relatos já conhecidos (mais de 24 horas em uma balsa apertada e que funcionava em um único dia da semana, que ninguém sabia confirmar qual era, a partir de uma cidade sem qualquer infraestrutura!), buscamos, desde cedo, nos inteirar mais sobre o assunto, conversando com viajantes que percorriam o sentido oposto ao nosso.

De tão recente que era este novo caminho, só tomei conhecimento dele no Sudão – e de um jeito tão detalhado e em um Inglês tão perfeito que tudo parecia irreal, pois era difícil acreditar que ninguém soubesse de uma estrada que era descrita como “perfeita”, tanto no que se refere à qualidade do asfalto quanto ao trajeto, pois permitia o acesso ao Egito pelo lado oeste do Rio Nilo. Isto tornava desnecessária a travessia do Lago Nasser e proporcionava uma boa economia de tempo. E a estrada estava lá, mesmo – 361 km deserto adentro, a partir de Dongola, mas sem nenhuma placa em Inglês que nos assegurasse que rumávamos para o Egito e sem nenhum posto de combustível ou parada para comer e beber.

Saímos cedo da nossa última cidade sudanesa, fazendo hora na moto, pois ainda estava escuro e tínhamos que encontrar alguém no caminho para confirmar que iríamos para o lugar certo. Do jeito que deu, encaramos de frente a rodovia e rodamos muito por ela. No meio do deserto, depois de uma pequena elevação (e após 360 km rodados, sem autonomia suficiente para retornarmos ao ponto de partida), surgiu a fronteira de Arjeen, uma gigantesca construção que me pareceu um oásis e que nos permitiu respirar aliviados, pois tínhamos bancado a decisão de acreditar na informação recebida por telefone, de um amigo dos Sudan Falcons. Na fronteira, compramos combustível de favor, servido em galões improvisados, almoçamos por conta do dono do restaurante, pois éramos seus convidados, e nos aquecemos um pouco, depois do frio que apanhamos ao longo de quatro horas de estrada. A sensação era de conquista – e isto era o que importava.

A chegada ao Egito, somada à longa saída do Sudão, foi a mais burocrática e demorada: sete horas, ao todo. Diferentemente das outras fronteiras, esta foi a única em que eu não sabia mais pelo que estava pagando, quanto cada formalidade custava, por quantas diferentes revistas e exames passamos e com quantas pessoas diferentes tivemos que conversar. A última etapa foi a documentação das motos, que incluiu a colocação de placas egípcias nos veículos, em lugar das nossas. Só poderíamos sair do país se não tivéssemos multas, e as placas locais serviriam para garantir isto. Passamos a primeira noite no Egito, em Abu Simbel, depois de percorrermos os últimos 140 km da nova estrada a partir da fronteira. O templo com o mesmo nome da cidade e a vista do Lago Nasser são boas razões para conhecer este lugar, distante de tudo. Os chineses não veem obstáculos para irem até lá, ou para qualquer outro lugar, independentemente da distância, desde que seja turístico. Em nosso hotel, uma caravana da China monopolizava o lugar, o que era um alento em virtude do encolhimento brutal do setor de turismo no Egito, em virtude dos atentados terroristas envolvendo turistas ali ocorridos desde 2013.

Não tivemos nenhum problema real em termos de segurança durante toda a travessia da África. No Egito, não foi diferente. Mas a preocupação das autoridades locais com a segurança dos estrangeiros nos criou problemas para rodarmos livremente pelo país. Fomos impedidos de trafegar em determinadas estradas e tivemos que participar de comboios e andar com escoltas, o que resultou em muito estresse e tempo perdido. Já que a comunicação era precária, por conta de nosso pouco domínio do Árabe, por vezes, tivemos que esperar sem saber o que estava acontecendo, o que foi bem desgastante. Depois de entendermos o que motivava os policiais a nos parar, em Luxor, pedi que o gerente do hotel traduzisse do Inglês para o Árabe uma carta que escrevi, com as regras que eu conhecia sobre circulação de estrangeiros pelo Egito (em especial, sobre a desnecessidade de escolta e comboio das 6h às 17h), o que nos livrou imediatamente de alguns incômodos, mas não de todos.

Após a última escolta, por causa do atraso na organização policial para nos acompanhar, chegamos, à noite, a uma cidade média que ficava a 100 km do Cairo, onde tivemos o primeiro contato com o trânsito insensato das cidades do norte egípcio: era impossível não ficarmos a poucos centímetros dos veículos que cambaleavam pelas ruas! Falar um pouco de Árabe (ou melhor, conhecer algumas palavras-chaves, como “bom hotel”) nos salvou em várias ocasiões, em especial, nesta cidade. Meu GPS já havia estragado há muito tempo, o de Acir dizia que estávamos à frente de um hotel e o maps.me não mostrava nada, a não ser a mais de 50 km dali – algo impossível àquela altura da noite. Poucos falavam Inglês, mas todos sabiam nos indicar um hotel quando mencionávamos esta palavra em Árabe. No último dia de viagem, chegamos ao Cairo, visitamos as pirâmides e rumamos para Alexandria, nosso destino final na África, já há muito com uma “cara” de Oriente Médio. Demos graças aos anjos protetores dos motociclistas por não termos nos envolvido em nenhum acidente na cidade e na passagem pelo Cairo, tamanha era a falta de respeito às regras básicas na condução de veículos por parte dos egípcios. Eu já havia entrado em muitas cidades grandes de países subdesenvolvidos, mas nada se compara à loucura do Egito. Ninguém respeita as faixas que dividem as pistas. Todos os carros estão raspados ou batidos. As buzinas são usadas como se fossem freio ou acelerador. Todos dirigem em alta velocidade. O desrespeito com o próximo parece ser a tônica da pilotagem.

Depois de 16.500 km rodados, nossa travessia da África se encerrou na frente do Mediterrâneo, em 53 dias de pilotagem por vários tipos de estrada – muito mais asfalto do que imaginávamos –, sem nenhuma intoxicação alimentar, pneu furado, roubo, malária e outras tantas coisas ruins sobre as quais fôramos advertidos. Todos os que disseram que seria péssimo ou perigoso nunca devem ter cruzado a África ou visitado a África do Sul, Namíbia, Botswana, Zâmbia, Malawi, Tanzânia, Quênia, Etiópia, Sudão ou Egito – provavelmente, só assistiram a alguma reportagem alarmista na CNN ou outro canal. Foi uma jornada cansativa, mas extremamente libertadora, em todos os sentidos. Eu faria tudo de novo – talvez, mais devagar, e provavelmente com toda a família. Ainda penso em fazer o Oeste Africano, mas não superei a fase da aversão inicial ao desconhecido e às narrativas desconstrutivas deste lado do continente. Com a moto por lá, tudo fica muito mais fácil.

DETALHES DA VIAGEM

Aventureiros: Juliano Bernert (38) e Acir Bueno de Camargo (63)

Período: de 31/12/2016 a 23/02/2017

Gasto total: US$ 11.500

Vistos necessários: Egito, Sudão, Etiópia

Documentos: Carnet de Passagesen Douane

Vacinas:

Obrigatórias (Febre Amarela)

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