Rafael Rigueiro coleciona títulos no esporte a motor

Das provas de kart à motovelocidade, o piloto de apenas 16 anos coleciona títulos na breve carreira

Texto: Redação
Fotos: Marcelo Alves

 

Rafael Rizzi Rigueiro

Ele ainda não tem idade para pilotar nas ruas, mas dentro das pistas já é um grande campeão e colecionador de títulos. Aos 16 anos, Rafael Rizzi Rigueiro desponta como uma das principais revelações do esporte a motor e da motovelocidade brasileira. Apesar da pouca idade e de ainda dividir o seu tempo com os estudos – está no 2º ano do Ensino Médio – o jovem paulistano não tem receio de enfrentar novos desafios e este ano deu mais um passo importante em sua breve, porém, vitoriosa carreira nas pistas. Rigueiro subiu de nível e, nesta temporada do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, disputa a SuperSport Stock, categoria que utiliza motocicletas de 600 cm³ de cilindrada e sem nenhum tipo de preparação. Já em sua estreia, na rodada de abertura do SuperBike Brasil, foi o grande vencedor. Agora, o garoto, que corre com o numeral #52 adesivado em sua Kawasaki Ninja ZX-6R, prepara-se para a 2ª etapa do campeonato, que será realizada nos dias 26, 27 e 28 de maio, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP).

Porém, este é apenas o capítulo mais recente da carreira de Rafael Rigueiro. Ainda aos cinco anos, o então menino teve seu primeiro contato com o mundo motorizado ao ganhar de presente dos pais uma mini MotoCross. O objetivo, que inicialmente era só uma diversão, com o passar do tempo se tornou uma atividade menos lúdica e mais competitiva. Com uma habilidade crescente e notável, aos nove anos, Rafa experimentou pela primeira vez a adrenalina da velocidade em uma pista de kart. E não demorou muito para que o rapaz se familiarizasse com o novo equipamento e começasse a disputar competições.

Rafael Rigueiro

Velocidade na veia

Em 2011, Rafael Rigueiro iniciou a sua primeira participação no Campeonato Paulista de Kart, atividade que manteve até 2015, quando deixou o esporte para se dedicar exclusivamente à motovelocidade. Neste período, o jovem piloto alcançou diversas premiações, entre 1º e 6º lugares, incluindo mais de 10 poles e inúmeras voltas mais rápidas. Nos dois primeiros anos, disputou a categoria Cadete. Em 2013, subiu para a Super Cadete e alcançou grandes feitos. Já na etapa de abertura obteve sua primeira vitória e iniciou a temporada na liderança do campeonato. O bom desempenho se repetiu e Rigueiro venceu mais três vezes, encerrando a competição em terceiro lugar. No ano seguinte, avançou para a categoria Junior Menor, quando obteve o 6º lugar no Estadual, e em 2015 subiu para a categoria Junior, ano em que deixou o esporte.

“Recebi o convite do SuperBike Brasil para ingressar na motovelocidade, mais especificamente na categoria Honda Junior Cup, uma categoria-escola que integra pilotos de oito a 16 anos e tem o objetivo de formar jovens talentos do esporte brasileiro. A minha decisão foi na hora parar com o kart e me transferir para a motovelocidade”, lembra Rigueiro.

Vitória atrás de vitória

Apesar desse redirecionamento na carreira, as vitórias continuaram acompanhando a trajetória do jovem piloto. Neste primeiro ano no novo esporte e no comando de uma Honda CG Titan 150cc carenada para as pistas, Rafael Rigueiro esteve presente em todos os pódios e venceu a última rodada realizada na cidade de Cascavel (PR). Com isso, faturou o título de vice-campeão Brasileiro.

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A busca pelo crescimento na motovelocidade seguiu no ano seguinte. Em 2016, já com uma breve experiência no esporte, Rafael Rigueiro avançou de estágio e disputou a Copa Honda CBR 500R pelas categorias Light e Junior. Com um equipamento bem mais potente, o jovem piloto realizou uma temporada exemplar e foi campeão nas duas categorias, sendo que na Light com três etapas de antecipação.

O sucesso nas pistas trouxe novos desafios e no início deste ano, Rafael Rigueiro foi convidado pela equipe Fullman para participar da prova de ‘100 Milhas’, no Autódromo de Interlagos, categoria que integra as ‘500 Milhas de Motovelocidade’. Ao lado de Arthur Costa, a dupla completou as 38 voltas em 1h16m29s e garantiu o lugar mais alto do pódio. E os títulos continuariam a vir em 2017. Em uma decisão ousada, Rigueiro decidiu participar de uma nova categoria, a SuperSport Stock, com motos de 600cc que disputam o mesmo grid da SuperSport. Desta vez integrando a equipe Pitico Race Team, o piloto voltou a vencer e foi o campeão da Copa Pirelli.

Com toda esta bagagem das pistas, além de muito foco e concentração, Rafael Rigueiro segue agora para mais um desafio, que já tem data marcada. O jovem piloto parte para a 2ª etapa do SuperBike Brasil com o objetivo de manter a liderança do campeonato na Stock e alcançar novas vitórias.

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