Testamos a Yamaha MT-03, uma Naked que esbanja potência e estilo

TEXTO: JAN TERWAK

FOTOS: MATHEUS OLIVEIRA / EDGAR KLEIN

A Yamaha MT-03 não ganhou esse nome à toa. A sigla “MT” vem de “Master of Torque” (em Português, “Mestre do Torque”). Essa moto dispensa apresentações, a começar pelo design: impossível não notar a presença da MT, principalmente a versão testada, nas cores preta e azul. Seu desenho foi muito bem projetado e harmonizado com linhas agressivas, marcantes, além do porte, que faz alusão a motocicletas de maior cilindrada.

As cores são muito bem distribuídas: rodas, chassi e tanque de combustível em azul e o resto da moto na cor preta. A todo momento, o estilo remete à esportividade. É verdade que a MT-03 tem um conjunto muito bem equilibrado entre motor, ciclística, suspensões e freios, e isto não poderia ser diferente! Ela compartilha muitos itens com sua irmã esportiva, a R3, como motor e chassi. Portanto, logo notamos a semelhança na pilotagem entre as duas, seja no desempenho ou na ciclística.

MOTORIZAÇÃO

O motor que equipa a MT-03 é um bicilíndrico, DOHC – Duplo Comando de Válvulas no Cabeçote –, refrigerado à líquido, com exatas 321cc. Mas só 321cc? Geralmente essa é a reação das pessoas quando escutam a cilindrada real da moto. Porém, estamos nos referindo a um motor com dois cilindros, cuja potência máxima rende 42 cv a 10.750 rpm e tem torque máximo de 3,01 kgf.m a 9.000 rpm. Ao analisar esses números, fica clara a diferença entre motos na faixa de 300cc de um cilindro e as de dois.

Sua motorização é dócil e, ao mesmo tempo, agressiva. Mas como isso é possível? Vamos explicar: para rodar na cidade, não há dificuldade alguma, uma vez que boa parte do torque já está disponível em giros mais baixos. Mas, se quiser um pouco mais de emoção, eleve o giro do motor para as altas rotações. A partir dos 7.000 rpm o comportamento da MT-03 modifica-se e ela entrega torque e potência com muito vigor e progressividade.

O câmbio de seis velocidades é bem escalonado e ajustado para a faixa de potência do motor, além de ser macio, assim como a embreagem. O funcionamento do conjunto é linear e transmite pouca vibração para o piloto. É possível utilizar altas velocidades de cruzeiro sem se cansar. Para auxiliar a troca de marchas, a Shift Ligth deve ser utilizada – ao chegar à rotação ideal, acende-se uma luz no painel, indicando que a marcha seguinte deve ser engatada.

CURVAS… E MAIS CURVAS!

Ela gosta de curvas. E como! Prato cheio para a Yamaha MT-03 é uma estrada sinuosa, cheia de curvas das mais variadas. A pilotagem flui de maneira fácil, pois o chassi, herdado da R3, faz com que as curvas sejam atacadas de maneira esportiva. O chassi do tipo diamante provê estabilidade em altas velocidades, devido à sua rigidez e, ao mesmo tempo, maneabilidade em curvas.

As suspensões são bem calibradas e transmitem muita segurança para o piloto, uma vez que absorvem grande parte das imperfeições do asfalto. A dianteira é equipada com garfos telescópicos de 130 mm de curso, enquanto a traseira tem um braço oscilante de 125 mm de curso. Deu para notar que o habitat natural da MT-03 são as estradas sinuosas, não? Porém, ela também pode ser utilizada nas cidades. No trânsito pesado, ela contorna o fluxo sem sustos.

FREIOS

Para segurar os 166 kg da Yamaha MT-03, o sistema conta com freios a disco nas duas rodas, além do ABS. Pode confiar no conjunto, que é bastante eficaz. Os freios têm uma pegada forte, são poderosos e param a motocicleta sem cerimônia, mesmo em situações de emergência. Permitem boa modulação no uso. A MT-03 é calçada com pneus Metzeler, que garantem boa aderência no asfalto. O consumo desta “master” ficou na casa dos 26 km/litro, uma ótima marca! Com um tanque de 14 litros, que rende uma autonomia de 364 km.

A Yamaha MT-03 está disponível nas cores cinza metálico, azul metálico e preto metálico, com preço sugerido de R$ 21.990,00 (mais o frete). Qual é a mais bonita? Deixamos a escolha a seu critério!

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