Por mais de 1000 quilômetros rodados, usamos e abusamos dessa máquina que vem com uma proposta bastante versátil

TEXTO: TRINITY RONZELLA
FOTOS: JOHANES DUARTE

Nosso teste teve início às portas da sede da Revista Moto Adventure com destino à Rodovia Presidente Dutra, para depois seguir até Cruzeiro, próximo à divisa com o Rio de Janeiro e, de lá, subir para Tiradentes, em Minas Gerais. Com esse roteiro, conseguimos colocar a moto nas mais variadas situações e terrenos, além disso, contamos com São Pedro para refrescar nossa viagem com chuvas localizadas durante a volta, nos dando a possibilidade de sentir a motocicleta em todas as condições climáticas.

Visual

Ela chama a atenção em qualquer lugar devido ao seu design e grafismo, somado ao painel digital completo e de fácil visualização, o para-brisa conta com duas regulagens e o farol em LED, que formam um conjunto muito agradável aos olhos. O detalhe fica para a ponteira do escapamento mais curta e com um visual mais esportivo, casando muito bem com a moto! O conjunto de rodas e pneus também ficaram ótimos! Com “jeitão” mais esportivo, na frente vem com 120/70-17 e na traseira 160/60-17. O formato do banco, por ter dois níveis de altura, fornece conforto para piloto e garupa. Outro ponto positivo desse banco é a altura de  812mm, que permite o apoio dos pés ao chão, dando mais firmeza e segurança.

Máquina

Equipada com um motor bicilíndrico de 4 tempos e refrigeração líquida, os 477cc estão na medida perfeita para uma moto muito versátil, que atende a vários propósitos com maestria, tendo potência de 50,4cv a 8.500 rpm e torque máximo de 4,55kgf.m a 7.000 rpm. Durante o teste, a motocicleta se mostrou bem dócil para se conduzir.

Cidade

O início do nosso teste se deu durante a saída da capital em direção à Rodovia Presidente Dutra. Ruas irregulares e esburacadas ajudaram, e muito, a comprovarmos o que já esperávamos dessa moto. A suspensão dianteira (garfo telescópio/140mm) e a traseira (pró-link/118mm) dão conta do recado. Em diversas vezes, onde parecia que andávamos em uma “colcha de retalho”, as suspensões trabalhavam muito para proporcionar maior conforto, reduzindo bastante os impactos para quem estava pilotando, e isso colabora diretamente em reduzir o desgaste físico do condutor.

Ainda no trecho urbano, outro item que é muito utilizado são os freios. Sinônimo de segurança, a dianteira vem equipada com um disco de 320mm e, na traseira, 240mm, com ABS. Esse conjunto passa muita confiança ao piloto devido a sua eficiência e precisão. Em alguns momentos no trânsito da cidade eles precisaram ser acionados e responderam prontamente.

Outro ponto que nos deixou felizes foi a facilidade de locomoção em meio ao trânsito. Ágil e de fácil dirigibilidade, os 183kg ficaram leves nos ziguezagues da metrópole. A posição de pilotagem ajudou bastante nesse quesito, pois as posições das pedaleiras, banco e guidão, “encaixam” perfeitamente!

Rodovias duplas

Rodamos mais de 400km pela Rodovia Presidente Dutra, uma estrada com grande movimento de carros e caminhões, que na maioria do trecho permite uma velocidade de 110km/h. Nesse trajeto o câmbio de 6 velocidades torna a viagem mais confortável, a moto circula mais “solta” e isso permite uma viagem mais “relax”. O escapamento também é um ponto que vale ressaltar, apesar do visual esportivo da ponteira, o som é suave e não cansa o ouvido, mesmo numa jornada de mais de 10 horas em cima da moto, como foi nosso caso! Outro ponto que achamos favorável é que, com a redução da velocidade em pontos mais movimentados, não havia a necessidade de reduzir marcha para retomar a velocidade, a força do motor era suficiente!

Pista simples

Quando saímos da Dutra, na região de Cruzeiro, começamos a subir a Serra da Mantiqueira, agora em pista simples, morro acima e com muitas curvas. Nesse trecho tivemos mais uma grata surpresa! A moto é sensacional para fazer curvas! Os aros 17 e os pneus ajudam bastante. Aqui entrou o lado mais esportivo dessa Crosser. Pegamos caminhos com muitas curvas e foi sensacional! A máquina permite uma tocada mais agressiva nas curvas, mantendo a segurança e a estabilidade. Nesse tipo de estrada, as ultrapassagens são mais delicadas, mas nada como poder jogar uma ou duas marchas para baixo e torcer o cabo para, com segurança, executar a manobra.

Estrada de terra

Escolhemos um trecho com aproximadamente 60km de estrada de terra para ver como a Honda CB 500 X se comportaria. Nesse pedaço da Estrada Real, sem maiores dificuldades, tendo apenas estrada batida, a moto se saiu muito bem. Devido a ser uma motocicleta dócil e leve, mesmo em terrenos mais cascalhados, ela se manteve estável e firme, inclusive nas curvas. As suspensões enfrentaram os buracos mantendo o conforto e absorvendo bem os impactos que iriam para o piloto, permitindo até uma tocada mais “divertida”. Essa é outra vantagem da máquina, pois após esse trecho de terra, devido a queda de uma ponte, fomos obrigados a passar por um desvio de 3km aproximadamente. Esse entrevero foi aberto em meio a pastagem e estava com muito movimento, deixando o solo mais irregular, mas a moto nem tomou conhecimento. Ponto positivo para sua versatilidade!

Chuva

No roteiro de volta, São Pedro resolveu completar o teste! Mandou água em vários momentos e com intensidades variadas. Mesmo com uma estrada de pista simples e cheia de curvas, a moto não perdeu sua pose. Se manteve segura e estável todo o tempo, o que resulta em tranquilidade antes de pegar estrada, pois qualquer que seja a situação, o piloto não terá dificuldade para enfrentá-la.

Noite

Rodamos aproximadamente 180km durante a noite contra nossa vontade, mas são coisas que podem acontecer. A nossa sorte foi ter um conjunto ótico muito eficiente e potente, deixando tudo bem claro e visível, para nossa segurança.

Resumindo

A Honda CB 500 X está numa posição bem interessante. Ela entrega muito mais que uma 300 cc e custa um pouco mais. A diferença de pegar estrada com ela e uma 300 cc é muito grande. O conforto e segurança do motor bicilíndrico faz toda diferença durante e no final do passeio/viagem para o piloto, pois preserva a energia de quem está pilotando. Outro ponto incrível é a parte de autonomia, que está diretamente ligada à segurança. Nesse roteiro a média ficou em 27,7km/l no geral. Isso andando nos limites de velocidade das rodovias, com muito trecho de serra, estradas de terra, uso urbano, enfim… com 17,7litros no tanque, ela ultrapassa os 400km de autonomia. A versatilidade dessa moto é o seu grande ponto a favor. Ela é ótima no uso urbano e na estrada, enfrenta estrada ruins e não pavimentadas sem sofrimento, tem um visual moderno, é super confiável e, além disso, é confortável e tem um custo-benefício excelente!

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