O ator Renato Scarpim, que já fez trabalhos para a Globo, Record, Band, SBT e, atualmente, está em cena no teatro, revela sua paixão por motocicletas, em especial pelas máquinas da Harley-Davidson. Confira o relato do artista

Por: Guilherme Derrico
Fotos: Arquivo pessoal/Renato Scarpim

Personagem: Renato Scarpim

Renato Scarpim, ator de 46 anos, é gente como a gente, ou seja, um apaixonado declarado por motocicletas. Desde pequeno ele já apresentava o interesse por veículos de duas rodas. “Gosto de motos desde moleque. Aprendi a pilotar em uma Honda CB 400, quando tinha 14 anos. O dono da motocicleta queria andar no meu carrinho de rolimã. Eu o deixei dar uma volta, com uma condição: que eu pudesse andar na moto dele”, brinca Scarpim.

O artista conta que já foi proprietário de diversos modelos de motos. “Já tive uma Yamaha TT 125, minha primeira motocicleta, que adquiri em 1988, uma Suzuki 125, uma Honda Shadow 750 e, também, uma Harley-Davidson Road King. Atualmente, possuo uma Harley-Davidson Ultra Glide, que sempre foi meu sonho de consumo.

Experiente no assunto, Renato comenta sobre as principais ações que um motociclista deve ter ao pilotar sua máquina. “Penso que andar de moto exige muito do condutor, afinal, você tem que cuidar da sua pilotagem e dos possíveis descuidos dos outros, dos veículos maiores, entre outros. Mas, em primeiro lugar, respeitar os limites de velocidade. Manter uma distância segura para frenagem também é um fator importante. O piloto deve estar atento a possíveis mudanças repentinas de percurso, tanto da sua trajetória quanto dos demais veículos. Procurar estar sempre visível para os demais veículos, evitando ficar na zona cega dos retrovisores, é outro ponto crucial. E, é claro, usar equipamentos de segurança”, afirma Scarpim.

Liberdade conquistada

Perguntamos ao ator o que a motocicleta significa na vida dele, e a resposta não poderia ter sido melhor. “Qualquer motociclista diria a liberdade, porém, acho que vai muito além disso. É sair da zona de conforto, é enxergar a vida de uma forma diferente e viver mais feliz. Tem uma frase que eu adoro que diz: andar de moto é morrer jovem o mais tarde possível”.

Renato diz que, hoje em dia, utiliza sua Harley mais para viagens do que para a locomoção diária. “Viajo sempre com a minha moto. Uso bem pouco na cidade. Comprei a minha Harley basicamente para viajar. Como ela é muito grande, andar na cidade, principalmente aqui em São Paulo, com o trânsito caótico que possui, acaba sendo muito penoso”, conta o ator.

“Causos” curiosos

Pedimos que o ator revelasse alguma história engraçada ou uma curiosidade envolvendo o universo do motociclismo em que ele estivesse no contexto. “Com a minha primeira moto, a Yamaha TT 125 teve uma. Ela era meio Cross. Um belo dia resolvi pular uns barrancos perto de casa para sentir o gosto de ‘voar’ com ela. No primeiro salto voei alto e, no ar, lembrei que ela não tinha o freio muito bom. Quando aterrissei, percebi bem isso (Risos). Não consegui parar antes de uma valeta enorme que havia do outro lado da rua e fui capotando morro abaixo. Não me machuquei, mas foi engraçado. Fiquei meses rindo dessa ‘burrice’. Com a Harley atual, fiz uma viagem com minha mulher para a Bahia. Foram 20 dias de aventura, entre estrada e estadias. Um momento inesquecível a bordo da máquina!”.

Em cena

Entre os principais trabalhos realizados como ator, destaque para a minissérie feita na Rede Globo, chamada “Um Só Coração”, quando interpretou o padeiro português Joaquim, e também a novela “Avenida Brasil”. Na Record, atuou em “Bicho do Mato, que atualmente está no ar, em sistema de reprise na emissora. No SBT, Renato Scarpim esteve em cena em “Esmeralda”, “Amigas e Rivais”, “Uma Rosa Com Amor” e “Chiquititas”. Já na Bandeirantes, fez “Água na Boca”.

No teatro trabalhou em mais de 30 espetáculos, entre os quais está o solo de humor “Engolindo Sapo… Pra um Dia Comer Perereca”, há 8 anos em cartaz, e “Trair e Coçar é só Começar”. No cinema, atuou em longas, médias e curtas-metragens, e também em mais de 400 filmes publicitários, sendo nacionais, regionais e internos. Uma das campanhas mais conhecidas foi a do Rugby, da Topper.

Batalha da vida

Para fechar a entrevista, Renato fala um pouco das suas origens. “Vim de uma família muito simples, onde não há nenhum ator ou artista de outro gênero. Comecei a trabalhar bem cedo. Fui caminhoneiro e, com o salário que ganhava, paguei a faculdade de Engenharia Civil pela PUC-PR. Trabalhei na Alemanha como engenheiro e decidi me dedicar às artes cênicas depois disso. Fui escoteiro a minha vida toda. Também fui piloto de ultraleve, inclusive, tive uma aeronave. Hoje escrevo dramaturgia, dirijo espetáculos, faço locuções e atuo como ator. Gostaria de voltar à TV, acho que já está na hora!”, finaliza Scarpim.

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