Sonhar o passado, aproveitar o presente e viver novas aventuras com a clássica Indian Roadmaster 2017. Este é o mote desta viagem ao litoral sul paulista

Texto: Oswaldo Fernandes
Fotos: Oswaldo Fernandes e Divulgação/Indian

Tradição e Tecnologia

Em um roteiro curto de 500 km pelo litoral sul de São Paulo, em Santos, vivenciamos a experiência e o glamour de estar no comando desta big touring.  A Indian Roadmaster chama a atenção por onde passa, revive histórias e causa desejos até mesmo aos menos adeptos ao motociclismo. A beleza da Serra do Mar em sincronismo com o prazer de pilotar essa motocicleta é proporcional aos aproximados 420 kg e 1.800 cilindradas da máquina, ou seja, simplesmente gigantes. Com estilo e desenho clássico, até mesmo retrô ou nostálgico, a Indian Roadmaster mantém a história da marca viva, unindo o passado à modernidade em itens como chassi, motor, acabamento e muita tecnologia embarcada.

Uma moto grande, robusta, dócil em sua condução, com boa ciclística em relação às suas dimensões, sem dúvida, tem a proposta para grandes e longas aventuras pelas estradas. Logo de cara, o tamanho assusta: bancos largos, malas laterais e traseira, carenagem frontal, plataformas de apoio para os pés, indicadores redondos de painel, com enorme multimídia, relacionam o tamanho dessa moto com o receio de peso e equilíbrio. Ledo engano.

A motocicleta é muito confortável, possibilita um bom encaixe no banco, excelente posição de pilotagem, facilidade nos comandos, espaçosa para piloto e garupa, e com boa capacidade de carga nas malas. Com fácil engate de marchas, a primeira é acionada, o ronco é forte, o coração pulsa alto, a emoção aparece e logo seguimos o GPS rumo ao litoral. Em vias urbanas, devido ao tamanho da máquina, as coisas requerem mais atenção, cuidado e destreza. Ela não foi construída para uso urbano de tráfego intenso. O motor esquenta, a tensão aumenta, mas, aos poucos, vamos deixando a cidade e chegando à estrada. Pela rodovia vamos ganhando intimidade, avaliando o para-brisa de posicionamento elétrico, controles de fácil manuseio e as cinco telas pelo kit multimídia. É tanta informação que agrada a qualquer piloto, inclusive os de avião!

Com guidão largo, seguramos firme essa motoca, os pés vão se ajustando nas pedaleiras, o corpo se moldando e ocupando espaços, com ampla visão para curtir a paisagem ao som do bom e velho rock´n roll soando pelos potentes alto-falantes. As sensações boas vão surgindo: que venham as estradas!

Facilidade na condução

A moto permite facilidade no equilíbrio, o que ajuda na condução. Mesmo nas curvas da serra, tudo foi tranquilo e prazeroso. Nos túneis, o painel se torna claro e luminoso, assim como os potentes faróis.  A chegada a Peruíbe foi de muita curtição, mas o dia escureceu e, ao iniciar a rota rumo a Santos, a chuva veio. Com ela ainda em pequenas proporções, o para-brisa e as carenagens de proteção se mostraram bastante eficientes. Mesmo em condição de rodovia, com muita chuva, a moto manteve-se estável e sob pleno controle.

Com capacidade de 20,8 litros no tanque, rodando a 120 km hora, a motocicleta fez a média de 17,3 km/litro, proporcionando uma autonomia próxima de 360 km por tanque, mesmo com sua capacidade de carga chegando próxima ao limite dos 630 kg. Da cidade de Peruíbe até Praia Grande, mesmo com chuva, foi prazeroso conduzir a máquina, pois a estrada passa por áreas urbanas, com alto fluxo de veículos e pessoas. A passagem pela Ponte Pênsil , entre o canal da Praia Grande e São Vicente, faz relembrar os bons tempos da adolescência.

Belo visual pela praia de São Vicente! Subimos então a via com destino à Ilha Porchat para apreciar as cidades de São Vicente e Santos no topo da ilha, em um mirante reformado recentemente. Tudo muito inspirador, valorizando a vida e proporcionando mais um grande dia de motociclismo.  Ao lado do mirante, no tradicional restaurante Terraço, foi possível saborear um suculento prato de pescada ao molho de camarões.

Moto e motociclista abastecidos, destino programado a São Paulo e o motor ronca forte pela linda Rodovia Anchieta. Poder subir a serra, com esta “grandona” foi interessante. Foi possível sentir o torque, as várias trocas de marcha, acelerações e frenagens constantes, bem como facilidade em trocas de faixas e desvios.  A chegada a São Paulo foi tranquila, velocidade reduzida, trânsito pelas vias, negociando posicionamento pelas ruas, motor transbordando calor, ajudando a secar tudo que foi molhado.  Viajar de Indian Roadmaster foi reviver o passado de forma moderna, com muita tecnologia e segurança, mas, com o mesmo espírito de aventura e, quanto mais longe, melhor.

É isso aí, aproveitem estes grandes momentos, e nos vemos pelas estradas.

Ozzy!

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