Novos índices para a indústria de motocicletas apontam crescimento de 6,1% na produção, de 10,7% nas vendas ao atacado e de 8,5% nas vendas ao varejo; nas exportações a nova expectativa é queda de 41,2%

POR REDAÇÃO

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No último dia 10 deste mês, estivemos presentes no evento organizado pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, que revisou suas projeções para este ano. A nova expectativa é que a produção atinja 1.100.000 unidades, elevação de 6,1% ante o resultado de 2018 (1.036.846 motocicletas). A estimativa anterior, apresentada em dezembro do ano passado, era de 1.080.000 unidades, alta de 4,2% ante 2018.

Também foram revisadas para cima as perspectivas de vendas no atacado e no varejo. No atacado, ou seja, no repasse de motocicletas das fábricas para as concessionárias, a nova estimativa é de 1.060.000 unidades, elevação de 10,7% ante 2018 (957.617 unidades). A estimativa inicial indicava 1.031.000, alta de 7,7%. No varejo, ou seja, emplacamentos, a nova projeção é de 1.020.000 unidades, crescimento de 8,5% ante 2018 (940.108 motocicletas). Anteriormente a perspectiva era de 998.000 unidades, aumento de 6,2%.

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A associação também revisou as projeções de exportação para 2019, que agora apontam embarque de 40 mil unidades, baixa de 41,2% ante 2018 (68.073 motocicletas). Em dezembro a estimativa era de 49 mil unidades, queda de 28%.

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, avalia a situação. “A retomada do setor de motocicletas no mercado interno no primeiro trimestre superou as expectativas. A estabilidade das taxas de juros no menor patamar histórico e a ampliação da oferta de crédito pelos bancos têm contribuído para a recuperação mais acelerada do setor. Já em relação às exportações, o recuo está diretamente relacionado à redução dos embarques para a Argentina, principal destino das motocicletas fabricadas no Polo industrial de Manaus”, diz.

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